Morte de rato de estimação vira caso de polícia em Uberaba; entenda
Discussão começou após a família pedir o estorno do valor pago pelo atendimento do animal e terminou com acusações de agressão, injúria e intervenção da Polícia Militar

A morte de um rato de estimação, da espécie twister, terminou em uma confusão dentro de uma clínica veterinária em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O caso envolveu uma tutora, funcionários do estabelecimento, uma veterinária e um adolescente, e acabou sendo registrado como ocorrência policial após uma discussão sobre o atendimento prestado ao animal.
Segundo o registro policial, o rato havia sido levado à clínica para receber tratamento. A família pagou R$ 1.380 pelo atendimento e o animal permaneceu internado. No dia seguinte (9 de setembro), porém, os responsáveis foram informados de que ele havia morrido.
A morte provocou questionamentos sobre o valor pago pelo atendimento. A responsável pelo animal pediu que a quantia fosse devolvida, mas a clínica informou que faria apenas um estorno parcial.
De acordo com o proprietário do estabelecimento, não seria possível devolver todo o dinheiro porque procedimentos já haviam sido realizados no rato, incluindo cirurgia e anestesia. O valor que seria restituído, segundo ele, era de R$ 328.
A situação ficou mais tensa durante a tentativa da família de deixar a clínica. Conforme o boletim de ocorrência, a dona do rato afirmou que uma funcionária segurou o volante do veículo em que ela estava para impedir que saísse do local.
Um adolescente de 14 anos que acompanhava a situação também acabou envolvido na discussão. Segundo o relato apresentado à Polícia Militar, ele teria levado um chute na coxa durante a confusão. O adolescente afirmou ainda que reagiu à situação e deu socos na funcionária.
A versão apresentada pela funcionária, porém, foi diferente. Ela disse aos policiais que tentou impedir a saída do carro porque havia suspeita de que um termo de consentimento assinado estivesse sendo retirado da clínica.
Ela também afirmou ter sido ofendida e agredida durante a discussão. Conforme o registro, apresentava escoriações no nariz.
Veterinária tentou impedir saída
A veterinária responsável pelo atendimento do rato também relatou à polícia que tentou impedir que o veículo deixasse o estabelecimento antes da chegada da Polícia Militar.
Outra mulher que estava na clínica, identificada como mãe da veterinária, afirmou ter sido ofendida durante a confusão. O adolescente também relatou ter sido alvo de ofensas.
Envolvidos levados à polícia
Ao final da ocorrência, a mulher de 40 anos foi detida, em tese, por injúria. A funcionária da clínica também foi detida, sob suspeita de agressão contra o adolescente, que foi apreendido por atos relacionados a lesão corporal e injúria.
Todos os envolvidos foram levados para a delegacia.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



