Microchip em cadela abandonada leva polícia até tutor, que acaba preso em SP
Uma cadela foi abandonada em uma estrada de terra em Botucatu, no interior de São Paulo, mas um microchip de identificação ajudou a localizar o responsável. O homem confessou o crime após negar envolvimento

Uma cadela de pelagem preta foi abandonada em uma estrada de terra na zona rural de Botucatu, no interior de São Paulo. O caso terminou com a prisão em flagrante do homem suspeito de deixar o animal no local, depois que um microchip permitiu identificar quem era o responsável por ela.
A ocorrência foi registrada na quinta-feira (22 de outubro), após uma denúncia de abandono chegar ao Departamento de Proteção Animal da prefeitura. A cadela foi encontrada em uma área rural isolada, nas proximidades de um sítio, e apresentava infestação de pulgas.
Durante o atendimento veterinário, as profissionais identificaram um microchip implantado no animal. A consulta aos dados cadastrados no município ajudou a polícia a chegar ao suspeito, que acabou confessando o abandono na delegacia.
Microchip ajudou a identificar o responsável pela cadela
O caso começou quando o Departamento de Proteção Animal recebeu informações de que uma cadela havia sido deixada em uma área afastada da cidade. Segundo a denúncia, o motorista responsável pelo abandono estaria em um carro prata.
As equipes foram até o local indicado, encontraram o animal e realizaram o resgate. Durante a avaliação veterinária, descobriram que a cadela possuía um microchip de identificação.
O dispositivo permitiu consultar os registros disponíveis no cadastro municipal. Com isso, os investigadores verificaram que a antiga tutora havia transferido a responsabilidade pelo animal ao suspeito em 1º de outubro.
Com o apoio da Guarda Municipal, os policiais foram até a residência do homem para esclarecer o caso.
Homem negou envolvimento, mas confessou o abandono
Inicialmente, o suspeito negou qualquer participação no ocorrido. No entanto, depois de ser levado à delegacia, ele confessou ter abandonado a cadela, na presença de um advogado.
Em depoimento, o homem alegou que ficou irritado após saber que o animal havia pulado o muro de sua casa e machucado as galinhas de um vizinho.
Segundo a versão apresentada por ele, essa situação o levou a colocar a cadela no carro e deixá-la na estrada de terra.
O suspeito também afirmou que, durante o período em que esteve responsável pelo animal, fornecia apenas água e ração, sem oferecer outros cuidados. Ele disse ainda que não sabia que a cadela estava com pulgas.
O homem foi preso em flagrante por maus-tratos a animais. O delegado não arbitrou fiança, e ele permaneceu preso, à disposição da Justiça.
Cadela resgatada receberá cuidados antes de ser disponibilizada para adoção
O resgate permitiu que a cadela recebesse atendimento veterinário após ser encontrada em condições que exigiam cuidados.
De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Botucatu, o animal receberá a assistência necessária e, posteriormente, será disponibilizado para adoção responsável.
O caso também evidencia a importância da participação da população na denúncia de situações de abandono e maus-tratos. Informações fornecidas por testemunhas podem ajudar as autoridades a localizar animais em risco e investigar os responsáveis.
Como o microchip pode ajudar a proteger os animais?
O microchip é um dispositivo de identificação implantado sob a pele do animal. Ele contém um código que pode ser consultado com um leitor apropriado e relacionado aos dados cadastrados em um sistema de identificação.
Diferentemente de uma coleira com plaquinha, o dispositivo não fica exposto e não pode ser retirado simplesmente removendo um acessório. Para que seja útil, porém, é importante que os dados associados ao código estejam corretos e atualizados.
A tecnologia pode ajudar a localizar os responsáveis por animais perdidos e também contribuir para investigações de abandono, como ocorreu em Botucatu.
O episódio reforça que abandonar um animal pode trazer consequências legais.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.






