Hotelzinho ou ‘pet sitter’? Saiba qual é a melhor opção para o seu pet durante as férias
Tutores devem considerar a espécie e o temperamento do pet antes de escolher o que fazer ou para onde vai o animal da família

Quando chegam as férias da família e os tutores precisam descansar um pouco, surge a dúvida do que fazer ou para onde vai o pet da família: hotelzinho ou pet sitter. Antes de escolher, os tutores devem considerar os fatores comportamentais e de ambiente.
Para o médico veterinário e especialista em comportamento animal, Mauro Lantzman, a escolha deve priorizar a previsibilidade. No caso dos hoteizinhos, o benefício central é a socialização. "O hotel é uma opção para cães que já possuem um histórico de boa convivência com outros animais", afirma o especialista.
Mas esses estabelecimentos, é claro, devem ter um médico veterinário como responsável técnico para garantir protocolos sanitários e de segurança.
Já a figura da pet sitter, a babá de animais, tem ganhado espaço, especialmente para felinos. Segundo diretrizes da International Cat Care, adotadas por profissionais brasileiros, gatos são animais territorialistas e a remoção de seu ambiente pode gerar estresse agudo, resultando em doenças psicossomáticas.
A pet sitter mantém a rotina de alimentação e higiene no local onde o pet se sente seguro, sendo a opção mais recomendada por especialistas para gatos e cães idosos, porque dispensa a necessidade de transportá-los.
No caso de cães sem mobilidade reduzida, o serviço de pet sitter pode incluir passeios, uma atividade classificada não apenas como lazer, mas como uma necessidade. Em guias de boas práticas para passeadores, profissionais da área destacam que o passeio estruturado reduz níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e previne a obesidade canina.
Para garantir que o serviço escolhido faça bem ao pet, o tutor deve estar atento a critérios de segurança validados por entidades do setor. A Itatiaia preparou um checklist:
- Verifique se o profissional tem cursos de primeiros socorros e comportamento animal, ou se o hotelzinho tem profissionais com essa formação.
- Hotéis devem exigir carteira de vacinação completa (V10/V8, raiva, gripe e giárdia) e controle de ectoparasitas.
- No caso de hotéis, faça uma visita prévia, conheça antes as instalações. Para cuidadores domiciliares, faça uma entrevista presencial com o pet presente.
- Exija um contrato de prestação de serviço ou documento equivalente que detalhe as responsabilidades em casos de emergências veterinárias.
- Priorize profissionais que relatem constantemente as atividades com os pets e que enviem fotos, vídeos e GPS do trajeto percorrido.
A escolha ideal depende da espécie e do temperamento do pet. Cães jovens e sociáveis se beneficiam da dinâmica dos hotéis; gatos e animais com dificuldades de locomoção ou ansiedade de separação encontram na pet sitter a alternativa mais humanizada.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.
