Encontrou pulgas ou carrapatos em casa? Erro comum pode colocar pets em risco
Produtos caseiros usados para combater pulgas e carrapatos podem ser ineficazes e até perigosos para cães e gatos

Encontrar pulgas ou carrapatos dentro de casa costuma causar preocupação, principalmente quando há animais de estimação no ambiente. Diante do problema, porém, uma reação aparentemente simples pode acabar agravando a situação.
O veterinário clínico Antonio Serrano alerta que vinagre, óleos e álcool não devem ser usados como solução para eliminar esses parasitas. O especialista diz, ao site argentino Infobae, que, além de não resolverem o problema de forma adequada, algumas dessas substâncias podem fazer mal aos animais.
Esses produtos caseiros, de acordo com Serrano, "não garantem nenhum tipo de controle eficaz, e a maioria pode ser irritante e até tóxica".
Por que esses produtos podem ser perigosos?
A tentativa de eliminar pulgas e carrapatos rapidamente pode levar tutores a aplicar substâncias diretamente nos animais ou em locais frequentados por eles. O problema é que produtos como álcool, óleos e vinagre podem provocar irritações e, dependendo da exposição, apresentar risco de toxicidade.
Por isso, o veterinário recomenda que o combate seja feito com produtos antiparasitários específicos, escolhidos de acordo com a espécie e o peso do animal e, sempre que possível, com orientação profissional.
O problema não está apenas no animal
Outro ponto importante é que encontrar uma pulga ou um carrapato no pet pode ser apenas a parte mais visível de uma infestação.
Esses parasitas também podem permanecer no ambiente doméstico, principalmente em locais frequentados pelos animais, como tapetes, cobertores, sofás e outros espaços da casa. Por isso, tratar somente o cão ou o gato pode não ser suficiente para interromper o ciclo da infestação.
Prevenção continua sendo a melhor estratégia
A presença de pulgas e carrapatos pode variar de acordo com a região e com a época do ano. Períodos de temperaturas mais amenas podem favorecer a atividade desses parasitas, mas eles também podem aparecer durante outras épocas.
Por isso, a recomendação é manter uma rotina de prevenção e não esperar que os parasitas apareçam para tomar alguma providência.
Segundo Serrano, uma parcela importante do ciclo biológico desses parasitas acontece fora do hospedeiro. Dessa forma, quando o problema é identificado, é necessário agir rapidamente tanto sobre o animal quanto sobre o ambiente.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



