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Conviver com pets pode fortalecer imunidade de crianças, apontam estudos

Contato com cães e gatos na infância está associado à menor incidência de alergias e infecções respiratórias

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Menino menor de 3 anos faz carinho em gato que está deitado.
Um estudo publicado na revista científica Pediatrics indicou que crianças que convivem com cães no primeiro ano de vida apresentam menor incidência de infecções respiratórias e menor uso de antibióticos • Freepik

Ter um animal de estimação em casa não é só ter companhia. Estudos recentes indicam que crianças que convivem com pets desde cedo tendem a desenvolver um sistema imunológico mais forte e podem apresentar menor risco de doenças alérgicas e respiratórias.

Um estudo publicado na revista científica Pediatrics indicou que crianças que convivem com cães no primeiro ano de vida apresentam menor incidência de infecções respiratórias e menor uso de antibióticos.

Outras pesquisas, como as do Journal of Allergy and Clinical Immunology, também apontam que a exposição precoce a animais pode reduzir o risco de alergias.

Isso ocorre porque os microrganismos presentes no ambiente dos animais ajudam a estimular as defesas naturais do organismo. Especialistas explicam que o convívio com cães e gatos contribui para “educar” o sistema imunológico e torná-lo mais preparado para lidar com agentes externos.

O efeito está atrelado à chamada “hipótese da higiene”, que sugere que ambientes excessivamente limpos podem dificultar o desenvolvimento das defesas do corpo.

Além da proteção contra doenças, o convívio com pets também traz impactos positivos no desenvolvimento emocional e social das crianças. A Itatiaia listou alguns deles, confira:

  • Redução do risco de alergias e asma
  • Estímulo ao sistema imunológico
  • Maior contato com microrganismos benéficos
  • Benefícios emocionais e sociais

Cuidados ainda são necessários

Apesar dos benefícios, a convivência deve ser acompanhada de cuidados básicos, como vacinação dos animais, higiene adequada e acompanhamento veterinário. O contato com o pet deve ser saudável e baseado na prevenção.

O infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior, do Hospital Pequeno Príncipe, alerta:

“A visita ao veterinário deve ocorrer de dois a três meses, além de realizar a aplicação de vacinas, vermífugos e antipulgas para evitar a disseminação de qualquer doença”.

O médico orienta também que abusos precisam ser evitados, como deixar o pet dormir na mesma cama e lamber o rosto. “A interação de crianças pequenas com os animais deve ser supervisionada e orientada pelos pais, irmãos mais velhos e demais familiares”, finaliza.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.