Vale altera nome de barragem como parte de sua política inclusiva
Mina e barragem Capitão do Mato passam a se chamar “Horizontes” em iniciativa da mineradora para promover diversidade e combater o racismo.

A mineradora Vale divulgou a mudança do nome da antiga barragem Capitão do Mato, que faz parte do Complexo Vargem Grande, localizado em Nova Lima (MG).
A mina e a barragem de Capitão do Mato passaram a se chamar “Horizontes”. A empresa formalizou a alteração junto aos órgãos competentes e atualizou as placas de sinalização das estruturas.
De acordo com a mineradora, reforça a política inclusiva e antirracista da Vale, que busca promover a equidade de oportunidades, a valorização dos profissionais negros e o enfrentamento do racismo.
No Brasil, os “capitães do mato” eram, em sua maioria, homens pobres e livres que tinham como função capturar e punir pessoas escravizadas em fuga, sendo considerado um termo racista.
De acordo com antigos empregados da unidade, o nome da mina e da barragem na verdade fazia referência a uma cobra comum na região, conhecida popularmente como boipeva (que significa "cobra achatada" em língua tupi) e capitão do mato.
Independentemente do motivo, o antigo nome gerava incômodo a diversos empregados das operações de mina e barragem, por remontar à época da escravidão de mulheres e homens africanos retirados forçadamente de seu continente e trazidos ao país nos chamados navios negreiros, durante o período colonial brasileiro.
Para a escolha do novo nome das estruturas da empresa foi realizado um concurso interno para sensibilizar mais empregados para uma cultura diversa e inclusiva, e o nome “Horizontes”, foi a opção mais votada, que foi sugerida pelo analista de operações do Complexo Vargem Grande, João Gomes.
Segundo o funcionário, o nome é uma homenagem à bela paisagem do local.
Isabela Vilela é repórter multimídia na Itatiaia Ouro Preto desde 2022. Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é mestranda em Comunicação pela mesma instituição, pesquisando sobre a produção jornalística em plataformas digitais. Antes, passou pela Agência Primaz de Comunicação e atuou como Copywriter e Produtora de Conteúdo em organizações sociais de Minas Gerais e São Paulo.



