O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança, na próxima terça-feira (3), o edital da 39ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. A cerimônia será realizada às 19h, na Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), dentro da programação do I Fórum do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural.
Durante o evento, também serão entregues os prêmios às 18 ações vencedoras da 38ª edição, realizada em 2025, que teve como tema “Patrimônio Cultural, Territórios e Sustentabilidade”. O encontro contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial do Iphan no YouTube.
Criado em 1987, o Prêmio Rodrigo reconhece, em âmbito nacional, iniciativas de preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro que se destacam pela originalidade, relevância e caráter exemplar.
O prêmio leva o nome de Rodrigo Melo Franco de Andrade, fundador e primeiro presidente do Iphan, responsável por estruturar a política de proteção ao patrimônio histórico no país a partir de 1937.
Em Minas Gerais, e especialmente em Ouro Preto, o legado de Rodrigo Melo Franco é visível. A cidade foi uma das primeiras a ter seu conjunto urbano tombado pelo Iphan, ainda na década de 1930. A decisão foi determinante para a preservação do casario colonial, das igrejas barrocas e do traçado urbano setecentista que hoje fazem do município uma referência internacional em patrimônio cultural.
O reconhecimento institucional garantiu não apenas a proteção legal dos bens históricos, mas também consolidou Ouro Preto como polo turístico, acadêmico e cultural. A cidade abriga monumentos emblemáticos como a Igreja de São Francisco de Assis, obras atribuídas a Aleijadinho, além de museus e acervos que ajudam a contar a história do Brasil colonial.
O tema da edição de 2025 “Patrimônio Cultural, Territórios e Sustentabilidade” — dialoga diretamente com a realidade de cidades históricas como Ouro Preto, que enfrentam desafios contemporâneos relacionados à conservação, pressão urbana, turismo e desenvolvimento econômico.
A preservação do patrimônio não se limita à restauração de fachadas ou monumentos. Envolve políticas públicas integradas, planejamento urbano, educação patrimonial e participação comunitária, aspectos que continuam sendo pauta constante no município.