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Ex-delegado é solto após cumprir 11 anos de prisão por morte de adolescente em Ouro Preto

Geraldo do Amaral Toledo foi condenado a 18 anos e nove meses pela morte de Amanda Linhares dos Santos, de 17 anos

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Reprodução / Facebook

O ex-delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Geraldo do Amaral Toledo, de 54 anos, está em liberdade após cumprir 11 anos de prisão pela morte da adolescente Amanda Linhares dos Santos, de 17 anos. Toledo havia sido condenado a 18 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual.

A soltura ocorreu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Antes de deixar o sistema prisional, o ex-servidor estava preso no Presídio de Andradas, no Sul de Minas. Ele foi transferido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional de Contagem, o Ceresp Contagem.

A transferência para a unidade de Contagem foi publicada no Diário Oficial do Estado. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, a Sejusp, Geraldo Toledo recebeu o alvará de soltura no dia 12 de setembro. O ex-delegado permaneceu dois dias no Ceresp Contagem antes de ser colocado em liberdade.

A condenação de Toledo ocorreu em 2015, após um julgamento que durou três dias, em Ouro Preto. A sentença foi proferida pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva. O processo tratou da morte de Amanda Linhares dos Santos, que tinha 17 anos na época do crime.

O caso ocorreu em abril de 2013, na estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas. Amanda mantinha um relacionamento com Geraldo Toledo. Durante uma discussão entre os dois, a adolescente foi atingida por um tiro na cabeça.

Após o disparo, Toledo afirmou que Amanda havia tentado tirar a própria vida. A perícia não encontrou vestígios de pólvora nas mãos da adolescente. Amanda foi encaminhada para um hospital de Belo Horizonte, onde permaneceu internada por 50 dias. Ela morreu após esse período.

Segundo informações da Polícia Civil, Amanda havia registrado um boletim de ocorrência contra Toledo em março de 2013, um mês antes do crime. O registro apontava uma agressão.

 

 

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