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Ativista explica como proceder em caso de atropelamento de animais

Números de casos vem aumentando na região dos inconfidentes 

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Cachorro e Gato
O "enforca gato" pode se soltar na hora da cirurgia e machucar os animais • Pexels

Nas últimas semanas, diversos vídeos vêm sendo divulgados na internet sobre cães, gatos, e até mesmo animais selvagens como o caso da jaguatirica, atropelados em rodovias e até mesmo ruas dentro das cidades de Ouro Preto, Mariana e Itabirito.

Infelizmente, grande parte desses animais atropelados não são socorridos, e muitos motoristas não prestam socorro após o acidente.

E pra falar sobre o assunto, a equipe da Itatiaia Ouro Preto conversou com a presidente da ONG IDDA, Luciana Salles. 

Luciana destacou que há um grande número de atropelamentos ocorrendo na região, tanto em Ouro Preto quanto em Mariana e nos distritos. Ela ressaltou que essa situação está relacionada à irresponsabilidade das pessoas, principalmente no que diz respeito à guarda negligente de animais e ao abandono deles. Luciana enfatizou a importância de esclarecer que muitas pessoas ainda mantêm seus animais em situação semidomiciliada, permitindo que eles circulem livremente pelas ruas sem supervisão adequada.

Ela alertou que a simples ideia de que é normal permitir que cachorros e gatos saiam sozinhos para dar uma "voltinha" pode ser fatal para os animais, já que um breve descuido pode resultar em atropelamento. Luciana reconheceu que existem diversas circunstâncias envolvendo atropelamentos, incluindo casos acidentais nos quais até mesmo motoristas prudentes podem se envolver em colisões com animais assustados. No entanto, ela destacou que nem todos os atropelamentos são acidentais, e muitos são causados deliberadamente por pessoas, o que constitui um crime.

A presidente da IDDA também mencionou que o Brasil possui várias legislações que regulamentam os direitos dos animais, abrangendo áreas como reprodução, guarda responsável, comercialização e utilização de animais. No entanto, a aplicação desses direitos ainda é um desafio, apesar dos avanços recentes. Luciana enfatizou a obrigação de prestar socorro em casos de acidentes envolvendo animais em risco e ressaltou que fugir sem prestar ajuda é considerado um crime.

Ela também destacou a importância de coletar evidências em caso de fuga após um acidente, incluindo registros fotográficos ou de vídeo e anotações da placa do veículo, para que as pessoas responsáveis possam ser identificadas e responsabilizadas legalmente.

Luciana Sales enfatizou a necessidade de encaminhar animais atropelados para cuidados veterinários imediatamente, em vez de apenas contatar organizações de proteção aos animais. Ela explicou que muitas vezes as pessoas acreditam que entrando em contato com essas organizações já fizeram o suficiente, mas é fundamental entender a gravidade da situação. Luciana mencionou que a IDDA recebe um grande volume de pedidos de ajuda diariamente, o que pode ser sobrecarregante para voluntários, pois a organização não possui recursos veterinários ou abrigos.

Por fim, ela enfatizou a importância de agir rapidamente e encaminhar os animais feridos para profissionais qualificados, como médicos veterinários ou clínicas veterinárias. Caso isso não seja possível, é essencial acionar os serviços de acolhimento e manejo de animais do município, como o CATA em Ouro Preto e o CAA em Mariana.

Em caso de atropelamento de animais em Ouro Preto, o socorrista deve entrar em contato com o CATA, pelo telefone 98605-8471

Em Mariana, o contato deve ser feito com o CAA pelo número 99506-0720 ou pelo 3557-9715.

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Isabela Vilela é repórter multimídia na Itatiaia Ouro Preto desde 2022. Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é mestranda em Comunicação pela mesma instituição, pesquisando sobre a produção jornalística em plataformas digitais. Antes, passou pela Agência Primaz de Comunicação e atuou como Copywriter e Produtora de Conteúdo em organizações sociais de Minas Gerais e São Paulo.