PF desarticula esquema que usava páginas falsas do governo para aplicar golpes
O grupo criava anúncios patrocinados e com IA para induzir as vítimas a fornecer dados pessoais e bancários ou realizar pagamentos indevidos

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a operação para combater organizações criminosas que atuavam na internet com um esquema de anúncios digitais que simulavam páginas oficiais do governo federal para aplicar golpes em cidadãos.
A PF identificou 1.770 anúncios fraudulentos. O grupo suspeito criava anúncios patrocinados em plataformas digitais que levavam as vítimas a páginas falsas, alguns deles eram manipulados com uso de inteligência artificial (IA). O visual era idêntico ao de serviços públicos do governo federal, com elementos visuais associados ao Governo Federal e a instituições públicas.
Os criminosos induziam os usuários a fornecer dados pessoais e bancários ou realizar pagamentos indevidos. A investigação também apura a prática de phishing, fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O grupo poderá responder pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro. Também podem ser responsabilizados por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações divulgadas pela Polícia Federal e detalhadas pelo g1, o núcleo investigado está concentrado em Fortaleza (CE). A PF afirma que o grupo atuava de forma organizada. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. A investigação é feita pela Justiça Federal de Brasília, com ordem expedida pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



