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Dívidas: 89% dizem que problemas financeiros afetam saúde mental; compras por impulso preocupam

Outra dica é identificar o sentimento antes da compra e, se necessário, fechar o aplicativo, sair da loja ou deixar o produto no carrinho.

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Mulher conversa com atendente por telefone enquanto renegocia dívidas sem sair de casa.
Orientação é evitar que o consumo se torne uma resposta automática para lidar com emoções negativas • Magnific

Quase nove em cada dez brasileiros (89%) afirmam que problemas financeiros já afetaram a saúde mental. É o que aponta uma pesquisa da Serasa divulgada entre agosto e setembro de 2026.

O levantamento mostra ainda que 70% dos entrevistados acumularam dívidas relacionadas a questões de saúde mental. A auxiliar de serviços gerais Vilma Rosa dos Santos enfrentou depressão após contrair uma dívida. “Era uma dívida grande e eu fiquei sem dormir, fiquei pensando: e agora, o que eu faço? Eu tive depressão, tive que fazer um tratamento sério. Foi um período muito difícil.”

A relação entre dinheiro e saúde mental também pode ocorrer no sentido inverso. Ansiedade, tristeza, raiva, solidão e tédio podem levar algumas pessoas a usar as compras como forma de aliviar emoções negativas.

Segundo a psicóloga Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, comprar repetidamente mais do que o planejado, esconder gastos, mentir para familiares e acumular dívidas são sinais de alerta.

Outro indicativo é quando o dinheiro destinado a despesas essenciais começa a ser usado para compras.

Como evitar compras por impulso?

A especialista recomenda criar uma pausa entre o impulso e a decisão. Uma das estratégias é esperar pelo menos 24 horas antes de realizar uma compra não essencial. “O impulso pede imediatismo. Inserir tempo, reflexão, um espaço de 24 horas, pelo menos, para tomar uma decisão, tudo isso ajuda.”

A psicóloga também orienta perguntar: “Eu preciso disso?”, “Eu realmente quero isso?” e “Posso pagar sem comprometer outras despesas?”

Outra dica é identificar o sentimento antes da compra e, se necessário, fechar o aplicativo, sair da loja ou deixar o produto no carrinho.

A orientação é evitar que o consumo se torne uma resposta automática para lidar com emoções negativas e provoque novos problemas financeiros.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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