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Conheça a carreira política de Paula Belmonte, pré-candidata ao Governo do DF

Atual deputada distrital tenta chegar ao Palácio do Buriti com discurso centrado na primeira infância, na transparência e no combate à corrupção

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Belmonte foi deputada federal pelo Distrito Federal e exerce o primeiro mandato na Câmara Legislativa • Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) é pré-candidata ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. Presidente regional do PSDB, Paula chega à disputa após exercer um mandato de deputada federal e integrar, desde 2023, a Câmara Legislativa do Distrito Federal. 

Mãe de seis filhos, passou a dedicar parte de sua atuação social às políticas voltadas às crianças. A defesa da primeira infância tornou-se posteriormente uma das principais marcas de seus mandatos.

Nascida em São Paulo, Belmonte é formada em Administração de Empresas, construiu a carreira profissional na iniciativa privada antes de ingressar na política. Entre 2006 e 2018, atuou como diretora-presidente da Montemor Empreendimentos e também exerceu funções de direção e administração em empresas dos setores imobiliário e de apoio administrativo.

Belmonte entrou na política eleitoral em 2018, quando se filiou ao então PPS, atual Cidadania, e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Sem ter exercido anteriormente mandato eletivo, foi eleita deputada federal. A parlamentar afirmou posteriormente que decidiu ingressar na política motivada principalmente pela situação das crianças e pela necessidade de ampliar os investimentos públicos na primeira infância.

Ela assumiu o mandato em fevereiro de 2019 e permaneceu na Câmara até o fim de 2022. Durante o mandato federal, Belmonte concentrou sua atuação em educação, primeira infância, empreendedorismo e fiscalização dos recursos públicos.

Foi coordenadora da Comissão Externa de Políticas Públicas para a Primeira Infância e integrou a Comissão de Educação. Também participou de colegiados relacionados à reforma tributária, ao Fundeb, às startups, às obras públicas paralisadas e ao enfrentamento da Covid-19.

Na área de fiscalização, foi a primeira vice-presidente da CPI criada para investigar possíveis práticas ilícitas no âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nas eleições de 2022, a pré-candidata deixou a disputa federal para concorrer a deputada distrital pela Federação PSDB-Cidadania e foi eleita. Na Câmara Legislativa, Belmonte ocupa a segunda vice-presidência da Casa e exerce a função de procuradora especial da Mulher.

A parlamentar também presidiu a Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle. A experiência no colegiado passou a ser utilizada como uma das principais credenciais de sua candidatura ao governo.

Entre suas críticas à atual administração estão a falta de transparência, a situação financeira do Distrito Federal, as filas na saúde e a condução do Banco de Brasília.

Paula iniciou a carreira política no Cidadania, partido que formou uma federação com o PSDB em 2022. Mas no fim de 2025, formalizou a filiação ao PSDB e passou a ser apresentada pela direção nacional da legenda como uma alternativa para a sucessão no Distrito Federal.

Em fevereiro de 2026, assumiu a presidência do diretório regional do partido. Belmonte apresenta sua candidatura como uma tentativa de reunir políticos de diferentes campos em torno de princípios como transparência, responsabilidade fiscal e combate à corrupção.

A pré-candidata diz que busca construir alianças que não sejam definidas apenas pela divisão entre direita e esquerda. Segundo ela, o critério deve ser a disposição de administrar o dinheiro público com responsabilidade e priorizar os serviços oferecidos à população.

Críticas à condução do BRB

A situação do Banco de Brasília ocupa espaço central no discurso de Belmonte, que diz que se posicionou contra a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB e questiona os riscos financeiros assumidos pelo governo. Eventual prejuízo poderia atingir não apenas acionistas e correntistas, mas o orçamento de todo o Distrito Federal.

Caso seja eleita, Belmonte defende rever as operações realizadas para sustentar o banco e recuperar sua função regional. Para a pré-candidata, o BRB deve priorizar o crédito a pequenos empresários, produtores rurais e moradores do Distrito 

Belmonte também defende ampliar os mecanismos de transparência, digitalizar os processos administrativos e permitir que a população acompanhe com mais facilidade os contratos e gastos do governo. A redução dos desperdícios e de eventuais desvios seria necessária para recuperar a capacidade de investimento do Distrito Federal, diante das dívidas e dos compromissos financeiros deixados para a próxima administração.

Na educação, defende expandir as escolas em tempo integral, melhorar o transporte escolar e ampliar a qualificação dos estudantes. A primeira infância deverá permanecer como um dos principais eixos de suas políticas sociais.

Participação feminina

Belmonte também apresenta o aumento da presença feminina na política como uma prioridade. Ela afirma que o PSDB pretende montar chapas com equilíbrio entre homens e mulheres, superando o percentual mínimo exigido pela legislação.

Na Câmara Legislativa, a pré-candidata é uma das quatro mulheres entre os 24 deputados distritais. Relata episódios de ataques pessoais e defendeu que mulheres de diferentes posições políticas se apoiem diante de casos de violência, assédio ou tentativa de desqualificação.

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Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público

 

 

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