Caso Epstein: Bill Gates é convocado e vai depor no Congresso dos EUA
Bilionário já havia declarado que cometeu 'um grave erro' ao se relacionar com o falecido agressor sexual

O bilionário Bill Gates foi convocado e irá depor perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, que investiga as conexões do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein e a cúmplice dele, Ghislaine Maxwell.
A informação foi divulgada por uma fonte, sob anonimato, à AFP, nesta terça-feira (7). O cofundador da Microsoft, que irá depor em 10 de junho, está entre os nomes que aparecem em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça, que revelaram amizades próximas, operações inanceiras ilícitas e fotos privadas de personalidades com Epstein.
Entre os famosos estão nomes como o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o bilionário Elon Musk e o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor. Veja detalhes sobre os novos arquivos aqui.
Bill Gates admite ter cometido 'um grave erro'
Em fevereiro, Bill Gates, admitiu ter cometido "um grave erro" ao se relacinar com o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein. A declaração ocorreu em uma assembleia geral com funcionários da "Fundação Gates" — instituição filantrópica do bilionário — em que ele onfirmou o fato de ter tido relações extraconjugais com duas mulheres russas, mas negou ter tido qualquer ligação com os crimes cometidos por Epstein.
Na ocasião, Bill Gates disse que "foi um grande erro passar tempo com Epstein" e organizar reuniões entre os dois. Ele também descreveu os casos amorosos que teve.
"Sim, tive casos amorosos: um com uma jogadora russa de bridge [jogo de cartas], que conheci em eventos, e outro com uma física nuclear russa que conheci em atividades de negócios”, afirmou o bilionário. Gates reiteirou que não fez e nem viu nada ilícito.
Os documentos divulgados expõem que o bilionário e o agressor sexual tinham uma amizade próxima, revelando acordos financeiros ilícitos e fotos privadas. Em um rascunho de e-mail divulgado pelo Departamento de Justiça, Epstein afirmou que Gates manteve relações extraconjugais.
Ele escreveu que sua relação com Gates ia desde “ajudar Bill a conseguir drogas para lidar com as consequências de ter feito sexo com garotas russas, até facilitar seus encontros ilícitos com mulheres casadas”.
O cofundador da Microsoft disse que sua relação com Epstein começou em 2011, três anos depois do agressor sexual ter se declarado culpado de solicitar a prostituição de uma menor de idade.
"Saber o que sei agora torna isso 100 vezes pior, não apenas em termos de seus crimes no passado, mas agora está claro que havia uma conduta imprópria contínua", disse Gates à equipe.
Quem foi Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano bem-sucedido. Ele enriqueceu com o próprio fundo de investimentos, o “Jeffrey Epstein VI Foundation” e convivia com celebridades, políticos, membros da realeza e outras pessoas de renome e fama mundial.
Em 2008, Epstein foi condenado por exploração sexual. Ele pagava garotas menores de idade por massagens a pessoas do seu ciclo social na Flórida. Um acordo judicial secreto o livrou de um julgamento federal e sentenciou a 13 meses de prisão.
Pouco mais de uma década depois, o financista foi acusado e preso por organizar uma rede de exploração sexual de menores, com as quais manteve relações sexuais em suas propriedades nos Estados Unidos e em outros países. Nomes famosos fariam parte desta rede, como o do Príncipe Andrew, da Inglaterra. Epstein cometeu suicídio em 2019, pouco depois de ser preso, antes de ser julgado pelo crimes levantados pelo FBI.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



