Zelensky cria comando especial para ampliar ataques de longo alcance contra a Rússia
Nova estrutura terá como missão concentrar todos os recursos disponíveis para reduzir a capacidade militar da Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira (10) a criação de um comando especial nas Forças Armadas do país voltado à coordenação de operações de longo alcance contra alvos em território russo. A medida foi oficializada por meio de um decreto assinado pelo líder ucraniano.
Segundo Zelensky, a nova estrutura terá como missão concentrar todos os recursos disponíveis para reduzir a capacidade militar da Rússia. "Este comando deve concentrar 100% dos recursos disponíveis para reduzir ainda mais e de forma significativa o potencial bélico da Rússia. O comandante nesta área será forte e, certamente, o mais experiente", escreveu o presidente em publicação na rede social X.
O chefe de Estado também anunciou uma reestruturação das tropas de assalto ucranianas. De acordo com ele, as mudanças buscam solucionar problemas organizacionais e melhorar a gestão das forças militares.
"Há muitas questões e problemas a serem resolvidos, em primeiro lugar na atitude em relação às pessoas. Também haverá mudanças no nível de comando das tropas de assalto", afirmou.
Ao comentar o cenário na Rússia, Zelensky citou o agravamento da crise de abastecimento de gasolina no país e atribuiu a situação à continuidade da guerra. Segundo ele, a escassez é consequência da decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de não encerrar o conflito.
As declarações ocorreram após uma refinaria de petróleo na região de Krasnodar, no sul da Rússia, ser atingida por um ataque de drones ucranianos durante a madrugada desta sexta-feira, provocando um incêndio.
Zelensky também afirmou que a Ucrânia segue apresentando propostas para um acordo de paz e disse acreditar que há apoio à negociação não apenas entre aliados internacionais, mas também dentro do próprio círculo político de Putin.
"Eles entendem o que está acontecendo e que não há alternativa à paz", declarou o presidente ucraniano, acrescentando que esse sentimento tende a crescer dentro da Rússia.
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