Venezuela tenta retomar a rotina 20 dias após terremotos; Itatiaia acompanha cenário de perto
País contabiliza mais de 4,7 mil mortos, quase 18 mil desalojados e concentra esforços na reconstrução das áreas mais atingidas

A equipe da Itatiaia chegou à Venezuela nesta terça-feira (14), cerca de 20 dias após os terremotos que devastaram o país e deixaram ao menos 4.734 mortos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades. Além disso, 16.740 pessoas ficaram feridas e quase 18 mil seguem desalojadas em consequência da tragédia. A viagem teve início em Belo Horizonte e durou mais de 16 horas.
A reportagem desembarcou no Aeroporto Internacional Arturo Michelena, em Valência, no estado de Carabobo, a aproximadamente 250 quilômetros de Caracas. O terminal, que normalmente opera cerca de 16 voos por dia, passou a receber uma demanda muito maior após a suspensão das atividades do principal aeroporto da capital venezuelana, afetado pelos terremotos. Atualmente, o aeroporto de Valência concentra cerca de 60 voos diários.
Após o desembarque, a equipe seguiu por via terrestre até Caracas, onde acompanhará os impactos da maior tragédia natural recente da Venezuela, os trabalhos de reconstrução e a situação da população atingida. No percurso entre Valência e Caracas, a rodovia duplicada apresenta boas condições de tráfego e baixo fluxo de veículos.
Já na capital, a população tenta retomar a rotina. Mensagens de solidariedade às famílias afetadas e de apoio às forças de segurança foram espalhadas por prédios, praças e outros espaços públicos. Campanhas de arrecadação de donativos também estão presentes em diferentes regiões da cidade. O comércio funciona parcialmente em razão dos efeitos provocados pelos terremotos. Os danos mais significativos, entretanto, foram registrados em La Guayra, município localizado a cerca de 45 quilômetros de Caracas.
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Nos próximos dias, a Itatiaia também estará em La Guayra para acompanhar a chegada de ajuda humanitária enviada por diversos países e os esforços de assistência às pessoas afetadas pela tragédia.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.



