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Ucrânia ataca a Rússia com 600 drones

Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas antiaéreos derrubaram 556 drones entre a noite de sábado e a madrugada de domingo

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Local residents inspect a damaged balcony in a residential building following an air attack in Krasnogorsk, Moscow region on May 17, 2026, amid the ongoing Russian-Ukrainian conflict. A wave of almost 600 Ukrainian drones attacked Russia overnight killing four people, authorities said on May 17, 2026, as Ukraine's President Volodymyr Zelensky called the barrage an 'entirely justified' retribution for Moscow's own pummelling of Ukraine. (Photo by TATYANA MAKEYEVA / AFP) • AFP

A Rússia afirmou neste domingo (17) que Kiev bombardeou seu território com 600 drones, em ataques que provocaram quatro mortes, o que levou o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, a declarar que a resposta é "completamente justificada" após os últimos ataques russos contra seu país.

O Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas antiaéreos derrubaram 556 drones entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. Outros 30 drones foram interceptados em um dos bombardeios ucranianos mais intensos desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

As interceptações, muito acima das poucas dezenas registradas habitualmente, aconteceram em 14 regiões russas, assim como sobre a anexada Crimeia e os mares Negro e de Azov, informou o ministério na plataforma de mensagens russa Max.

Zelensky afirmou que o ataque com drones de Kiev contra a Rússia foi "completamente justificado", poucos dias após um ataque russo que deixou 24 mortos na capital ucraniana.

"Nossas respostas à prolongação da guerra por parte da Rússia e a seus ataques contra nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", afirmou nas redes sociais.

Zelensky acrescentou que desta vez os ucranianos estão "dizendo claramente aos russos: seu Estado deve acabar com a guerra".

Moscou e sua região foram particularmente afetadas. Os ataques deixaram três mortos nas imediações da capital e outra vítima fatal na região de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia.

Na região ao redor da capital, várias residências e infraestruturas foram danificadas e quatro pessoas ficaram feridas.

Mais de 80 drones foram interceptados em Moscou e um ataque deixou 12 feridos, "a maioria operários" de uma obra próxima a uma refinaria, segundo o prefeito Sergei Sobyanin.

"A produção da refinaria não foi afetada. Três edifícios residenciais foram atingidos", afirmou o prefeito.

Por sua vez, a Força Aérea ucraniana afirmou neste domingo que interceptou 279 drones de ataque e dispositivos russos de um total de 287 lançados durante a noite.

Setor de energia no alvo

A Ucrânia atinge com frequência alvos na Rússia em retaliação aos bombardeios diários do Exército russo desde o início da invasão das tropas de Moscou, em fevereiro de 2022.

Kiev afirma que mira áreas militares, mas também alvos do setor de energia, para tentar reduzir a possibilidade de Moscou financiar sua ofensiva.

A região da capital ucraniana é alvo constante de ataques com drones, mas Moscou, que fica a mais de 400 quilômetros da fronteira ucraniana, é um alvo muito menos frequente.

Zelensky disse na sexta-feira que o país tinha "motivos para responder mirando na indústria petrolífera russa, sua produção militar e contra aqueles que são diretamente responsáveis pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos".

Os dois países retomaram os bombardeios durante a noite de segunda-feira, quando expirou uma trégua de três dias negociada com a mediação dos Estados Unidos por ocasião das comemorações, na Rússia, do fim da Segunda Guerra Mundial.

As negociações, com mediação de Washington, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no fim de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

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