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Trump volta a falar sobre Estreito de Ormuz e critica aliados

Trump pediu ajuda a vários países para que enviassem navios a Ormuz, mas recebeu respostas negativas

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Presidente dos EUA, Donald Trump • Isác Nóbrega | PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar nesta quarta-feira (18) sobre o Estreito de Ormuz e mandou uma nova indireta aos países que se recusaram a enviar navios para o local para ajudar os EUA a reabri-lo.

"Eu me pergunto o que aconteceria se 'acabássemos' com o que restou do Estado terrorista iraniano e deixássemos que os países que o utilizam - nós não - fossem responsáveis ​​pelo chamado "Estreito"?", publicou no Truth Social.

"Isso faria com que alguns de nossos 'aliados' indiferentes se mexessem, e rápido!", acrescentou.

O presidente norte-americano tem falado bastante nos últimos dias sobre o Estreito de Ormuz, importante rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial. O local foi fechado pelo Irã e é acessado apenas por países autorizados.

Trump pede ajuda e volta atrás

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ajuda a vários países para enviar navios ao Estreito de Ormuz, na tentativa de reabrir a rota. Porém, ele recebeu respostas negativas deles e criticou a escolha.

Nesta terça-feira (17), o presidente voltou atrás e afirmou que não precisa de ajuda para reabrir Ormuz. "A maioria dos nossos 'aliados' da Otan nos informou que não quer se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista no Irã", escreveu Trump. Ele acrescentou dizendo que os EUA "não precisam e nem querem mais a ajuda dos países da Otan".

"A atitude deles não me surpreende, porém, porque sempre considerei que a Otan, na qual gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, é uma via de mão única: nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós", completou.

"O mesmo vale para o Japão ou a Coreia do Sul. Na verdade, falando como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso, não precisamo s de ajuda de ninguém", concluiu.

Ataques no Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.

Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.