Trump diz que ‘salvou’ a Otan e espera acordo pela Groenlândia
Declaração ocorre em momento de tensão entre os Estados Unidos e aliados históricos da aliança militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que fez mais do que qualquer outro líder pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e salvou a aliança militar. A declaração foi dada em discurso de um ano de mandato, em meio ao aumento das tensões com a União Europeia pela Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, país membro do bloco.
“Se eu não tivesse chegado, não haveria Otan agora. Ninguém fez mais pela Otan [do que eu], e acho que a maioria das pessoas diria isso. Acho que você poderia perguntar ao Secretário-Geral sobre isso, mas nós já dissemos. Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa. A Otan precisa nos tratar com justiça”, disse Trump.
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Durante sua campanha, Trump chegou a criticar os países da Otan pelos baixos investimentos em defesa se comparado pelo Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. Após voltar para a Casa Branca, o republicano negociou um acordo para que os europeus aumentassem os gastos militares para o mínimo de 5% do PIB.
Após seu discurso, o presidente norte-americano respondeu a perguntas da imprensa. Questionado por um repórter sobre o quão longe ele poderia ir para ter controle da Groenlândia, o republicano respondeu apenas que: “vocês vão descobrir”.
Ele também disse que acredita em um acordo que satisfaça ambos os lados. “Acho que chegaremos a um acordo que deixará a Otan muito satisfeita e nós também, mas precisamos dela [Groenlândia] para fins de segurança”, declarou.
O presidente também afirmou ter concordado com uma reunião com líderes europeus em Davos, na Suíça, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial. No evento, o presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a política externa dos EUA.
“A Europa tem ferramentas muito fortes agora, e temos que usá-las quando não somos respeitados e quando as regras do jogo não são respeitadas. O mecanismo anti-coerção (da União Europeia) é um instrumento poderoso, e não devemos hesitar em utilizá-lo no ambiente difícil de hoje”, disse.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.




