EUA e Irã criam canal de comunicação para garantir navegação no Estreito de Ormuz
A informação foi divulgada neste domingo (22) em uma declaração conjunta de Catar e Paquistão

Estados Unidos e Irã concordaram em criar um canal de comunicação voltado para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. A informação foi divulgada neste domingo (22) em uma declaração conjunta de Catar e Paquistão, países que atuam como mediadores nas negociações entre as duas nações.
Segundo o comunicado, o mecanismo foi estabelecido para evitar incidentes e falhas de comunicação e assegurar a passagem segura de embarcações comerciais pelos próximos 60 dias, período previsto em um memorando de entendimento firmado entre as partes.
Pelo acordo, o Irã se compromete a empregar seus "melhores esforços" para garantir a circulação de navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, nos dois sentidos, sem a cobrança de taxas.
O documento também prevê a criação de uma célula de coordenação, com participação do Líbano e mediação de Catar e Paquistão, para monitorar o cumprimento do cessar das operações militares em território libanês.
Os mediadores afirmaram ainda que as negociações entre Washington e Teerã terão continuidade ao longo desta semana.
Ormuz era foco de tensão
Nas últimas semanas, o Estreito de Ormuz voltou a ocupar o centro das tensões na região. No sábado (20), o comando militar iraniano ameaçou fechar a passagem em resposta à continuidade dos ataques de Israel no Líbano e ao que considerou uma falha dos Estados Unidos em implementar um acordo para encerrar o conflito.
A situação se agravou após declarações do presidente norte-americano Donald Trump à emissora Fox News. No domingo (21), ele chegou a afirmar que os Estados Unidos poderiam "assumir o controle" da estratégica via marítima, aumentando o risco de um impasse nas negociações.
Apesar das ameaças recentes, o novo canal de comunicação é visto pelos mediadores como uma tentativa de reduzir as tensões e evitar incidentes em uma das regiões mais sensíveis para o comércio mundial.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



