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Irã diz que Ormuz será aberto apenas com negociações e rejeita ameaças dos EUA

Negociador-chefe do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Estreito de Ormuz será aberto apenas por acordos iranianos

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Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano • Foto por - / ICANA NEWS AGENCY / AFP

O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Estreito de Ormuz só pode ser aberto com acordos iranianos, não ameaças americanas, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A declaração de Ghalibaf ocorre após uma nova rodada de ataques dos Estados Unidos contra cidades iranianas, tensionando ainda mais a região.

Em publicação na rede social X, o negociador iraniano também fez um alerta direto a Washington, afirmando: "batam, e vocês vão apanhar". "A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar. Não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais: o Estreito de Ormuz só se abre com "acordos iranianos", não com ameaças americanas", declarou Ghalibaf, reforçando a postura de Teerã e elevando a tensão na região do Estreito.

No fim da tarde desta quarta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que os militares dos Estados Unidos estavam realizando novos ataques contra o Irã. A ofensiva aconteceu horas após o presidente americano Donald Trump declarar que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã havia "terminado".

Em publicação na rede social X, o CENTCOM afirmou que o que classificou como "ataques adicionais" tinham como objetivo degradar ainda mais a capacidade de Teerã de "ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz". "Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente em uma via navegável internacional vital", escreveu o Comando Central.

Horas após a ofensiva americana, países do Oriente Médio, entre eles o Kuwait e o Bahrein, relataram sirenes de alerta e ataques com foguetes e drones.

 

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