Suposto bombardeio do Equador à Colômbia deixa 27 mortos, diz Petro
Todas as vítimas morreram carbonizadas, segundo o presidente; Daniel Noboa, do Equador, diz que ataques foram no território equatoriano

O suposto bombardeio no território colombiano da fronteira com o Equador deixou 27 mortos, todos carbonizados, segundo o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
"Não dei ordem para esses ataques", disse Petro, de acordo com a agência de notícias Reuters.
Já o presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que os ataques foram no lado equatoriano da fronteira. "Continuamos esta luta [contra o narcoterrorismo], bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que o seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em suas fronteiras. Presidente Petro, suas declarações são falsas", escreveu.
"Não vamos recuar. Enquanto na Colômbia dão espaço à família de Fito [chefe do tráfico do Equador], que cruzou a fronteira durante o toque de recolher nacional, coincidentemente ao mesmo tempo que a ex-candidata Luisa González, nós continuaremos a limpar e reconstruir o Equador", acrescentou.
Petro denuncia bombardeio
Nesta segunda-feira (16), Petro, afirmou que a Colômbia poderia ter sofrido bombardeios por parte do Equador no lado colombiano da fronteira, onde operam grupos narcotraficantes. Ele reiterou que aguarda os resultados de uma investigação para evitar uma possível guerra.
"Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais", disse Petro em uma reunião com ministros. A fala foi exibida na televisão.
Vale lembrar que os dois países travam uma guerra comercial desde fevereiro, quando Noboa impôs tarifas à Colômbia. Ele justificou a ação, na época, dizendo que Petro não adotava esforços suficientes para combater o narcotráfico na fronteira.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.


