Subsecretário de Estado dos EUA comemora ataque à Venezuela: 'Novo amanhecer'
Após capturar e retirar Nicolás Maduro do país, governo Trump diz que não prevê novas ações no território venezuelano

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, declarou neste sábado (3), que a Venezuela vive um "novo amanhecer" após a captura de Nicolás Maduro. Em publicação na rede social X, o diplomata afirmou que o presidente venezuelano agora deverá responder por seus crimes. Em agosto do ano passado, Landau já havia dito que a população da Venezuela precisava se levantar e reivindicar sua liberdade.
Na ocasião, ele classificou como vergonhosa a permanência de Maduro no poder depois das eleições de julho de 2024, quando, segundo suas declarações, María Corina Machado e Edmundo González venceram de forma ampla. Landau também destacou que o prolongamento da crise política intensificou o êxodo de venezuelanos, considerado por ele um fator desestabilizador para todo o hemisfério ocidental.
Donald Trump confirmou que forças americanas realizaram com sucesso uma operação de grande escala contra a Venezuela e seu presidente. Segundo ele, Maduro e a esposa foram capturados e retirados do país por via aérea. O presidente americano anunciou que dará mais detalhes em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília, em Mar-a-Lago, na Flórida.
O anúncio ocorreu poucas horas depois de relatos de explosões e voos de aeronaves militares sobre Caracas e outras regiões da Venezuela. Fontes citadas pela Fox News informaram que a operação noturna incluiu o uso de helicópteros Chinook e unidades de forças especiais para capturar Maduro, que teria sido levado para fora do país em uma dessas aeronaves.
Em entrevista ao jornal The New York Times, concedida em Mar-a-Lago, Trump classificou a operação como "brilhante". Ele afirmou que houve muito planejamento e envolvimento de militares experientes para derrubar o governante venezuelano e retirá-lo do país junto com a esposa.
Em apoio a Maduro, a Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que o ataque não tem justificativa e que a "hostilidade ideológica prevaleceu sobre a diplomacia", classificando a ação como um ato de agressão armada contra a Venezuela.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



