Rei e primeiro-ministro da Espanha são alvos de protestos por populares após chuvas
O primeiro-ministro Pedro Sanchez, o rei Felipe VI e a rainha Letizia foram alvos de insultos, durante uma visita a Paiporta, uma das cidades que foi devastada; população também atirou lama e objetos nos visitantes

Os moradores de Valencia na Espanha protestaram neste domingo (3) pela destruição causada por chuvas fortes na última semana. O primeiro-ministro Pedro Sanchez, o rei Felipe VI e a rainha Letizia foram alvos de insultos, durante uma visita a Paiporta, uma das cidades que foi devastada.
"Vão embora!", "Água não falta para você", gritava uma mulher em Paiporta, a poucos passos da rainha, enquanto a multidão chamava as autoridades, entre as quais estava o presidente regional valenciano, Carlos Mazón, de "assassinos" e "filhos da p...". A população também atirou lama e objetos nos visitantes.
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Depois de Sánchez ter sido retirado por sua equipe de segurança, e com o presidente regional também fora de vista, Felipe VI insistiu em falar com o povo, protegido por seus guarda-costas, mas acabou deixando o local ao lado da rainha.
Os incidentes levaram as autoridades a suspenderem a visita dos reis à segunda cidade prevista na agenda, Chiva.
Logo em seguida, o monarca pediu compreensão com a ocorrência das pessoas. “É preciso entender a orientação e a frustração de muitas pessoas com o mau momento que passaram”, disse Felipe VI durante uma reunião do centro de coordenação dos trabalhos de resgate.
O primeiro-ministro disse à imprensa que reconhecia “a angústia, o sofrimento” dos afetados, mas condenou “qualquer tipo de violência”.
A população critica as autoridades por não ter sido alertada sobre as fortes tempestades de terça-feira (29) e não ter feito o suficiente para mitigar o sofrimento.
O balanço de vítimas das chuvas na Espanha subiu para 217 mortos, após o anúncio da descoberta de mais três corpos em Pedralba, Valência, e de uma idosa em Letur, na região vizinha de Castela-Mancha, cujo corpo foi arrastado pelas águas por 12 km. A estes se soma uma morte na Andaluzia, mas praticamente todos os óbitos - 213 - ocorreram em Valência.
Entre os mortos são estrangeiros, dois deles cidadãos chineses, informou a embaixada da China na Espanha à agência oficial Xinhua.
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