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Queda de avião na Índia: relembre os piores acidentes aéreos da história

Mais de 240 pessoas estavam a bordo do Boeing 787 que caiu nesta quinta-feira (12) logo após decolar do Aeroporto de Ahmedabad, na Índia

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Avião com 242 passageiros atingiu alojamento de médicos, na Índia.
Avião com 242 passageiros atingiu alojamento de médicos, na Índia. • Fotos: Reprodução | Redes Sociais | AFP PHOTO / CENTRAL INDUSTRIAL SECURITY FORCE (CISF) | Sam PANTHAKY

O acidente aéreo desta quinta-feira (12) na índia pode estar entre os mais graves da história. Mais de 240 pessoas estavam a bordo do Boeing 787 que caiu logo após decolar do Aeroporto de Ahmedabad. Como a aeronave caiu em um alojamento de médicos, o acidente também causou vítimas terrestres. O acidente entra para história como a primeira ocorrência com o modelo Boeing 787-8.

Ainda não existem informações consolidadas sobre o número de mortos, mas um médico do Hospital Civil de Ahmedabad informou à CNN que, ao menos, 290 pessoas morreram. O avião tinha 242 pessoas a bordo, e apenas uma delas saiu viva: Vishwash Kumar Ramesh, segundo o India Times, estava no assento 11A, à direita da aeronave, duas fileiras à frente das asas.

Relembre outros acidentes marcantes

Desastre de Tenerife - 583 mortos

O acidente aéreo mais letal da história aconteceu no Aeroporto Los Rodeos, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em 27 de março de 1977. A detonação de uma bomba no aeroporto de Gran Canaria deu início à tragédia. A situação levou à evacuação de vários voos para Los Rodeos.

Em seguida, com a ameaça de uma segunda explosão, o controle de tráfego aéreo enfrentou uma crise de gerenciamento, o que resultou em erros e confusão nas decolagens e aterrissagens.

Em meio a confusão, um Boeing 747 da KLM tentou decolar sem autorização. A aeronave acabou colidindo com um Pan AM 747 que estava taxiando na pista. Os 248 passageiros e tripulantes a bordo da aeronave da KLM morreram. Já no avião da Pan Am, dos 396 passageiros, 335 perderam a vida, enquanto 61 sobreviveram.

Voo Japan Airlines 123 - 520 mortos

Um Boeing 747 da Japan Airlines que havia decolado de Tóquio com destino a Osaka em 12 de agosto de 1985 sofreu uma descompressão explosiva, que danificou os controles do avião. A aeronave já havia enfrentado um dano na fuselagem em 1978 e foi reparada pela equipe da Boeing.

Em seguida, o avião foi considerado seguro para a operação. Apesar disso, uma falha no aparelho traseiro, responsável por controlar a pressão interna, gerou uma explosão. Isso, na mesma área afetada pelo acidente anterior.

A aeronave ficou no ar por 32 minutos antes de colidir com uma montanha a cerca de 100 km de Tóquio e resultou na morte de 520 das 524 pessoas a bordo. Sendo 15 membros da tripulação e 505 dos 509 passageiros.

Desastre aéreo de Charkhi Dadri - 349 mortos

Em 1996, uma colisão no ar entre um Boeing 747 da Saudi Arabian Airlines e um Ilyushin Il-76 da Kazakhstan Airlines em Charkhi Dadri, na Índia, causou a morte de todos os 349 tripulantes e passageiros a bordo.

Uma investigação apontou que o acidente foi causado porque a aeronave da Kazakhstan Airlines reduziu a altitude abaixo do nível permitido, sem autorização.

Voo Turkish Airlines 981 - 349 mortos

A aeronave do voo 981 da Turkish Airlines, com destino a Londres, sofreu uma falha estrutural enquanto sobrevoava Paris, na França. A queda aconteceu em 3 de março de 1974 e atingiu a floresta de Ermenonville, ao norte de Paris.

Na ocasião, a porta da carga traseira se desprendeu e causou uma descompressão grave, que levou ao rompimento da fuselagem e danificou os controles da aeronave. Com a situação, os pilotos perderam o controle do avião.

Voo 181/182 da Air India - 329 mortos

Após uma série de escalas internacionais, o voo 181/182 da Air-Índia registrou uma explosão no compartimento de carga, que fez a aeronave partir em dois antes de atingir o mar. A aeronave estava a caminho de Bombaim, na Índia, quando o acidente aconteceu.

Na ocasião, o avião sobrevoava o Oceano Atlântico. Todos os 329 passageiros a bordo perderam a vida. A partir das investigações, foi descoberto que a causa da explosão foi uma bomba que estava em uma mala despachada por um passageiro que não embarcou no voo.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo