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Protestos na França: Greta Thunberg se junta a estudantes em novo dia de manifestações

Movimento estudantil entra na quarta semana e segue cobrando melhores condições de ensino, denunciando falta de professores, superlotação das salas de aula e deterioração das instalações

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Greta Thunberg conversa com estudantes em Paris, na França, em meio a protesto no dia 13 de outubro de 2026.
Greta Thunberg conversa com estudantes em Paris, na França, em meio a protesto no dia 13 de outubro de 2026. • Julien de Rosa/AFP

A ativista sueca Greta Thunberg participou, nesta terça-feira (13), de uma manifestação em frente a uma escola de ensino médio em Saint-Denis, cidade próxima a Paris, na França. O país europeu registrou mais um dia em que estudantes foram às ruas contra as más condições de ensino.

O movimento nacional está na quarta semana e é dedicado a denunciar a falta de professores, a superlotação das salas de aula e a deterioração das instalações escolares. Os protestos registraram passeatas, bloqueios de unidades de ensino e, em alguns casos, confrontos com a polícia.

Estudantes se reuniram na manhã desta terça-feira (13) em frente a escolas de Paris e de outras cidades, entoando palavras de ordem. Também estão previstas passeatas ao longo do dia.

Greta Thunberg afirmou que os estudantes franceses merecem mais apoio:

"Eles devem saber que, em todo o mundo, estamos acompanhando esses acontecimentos. Somos inspirados pelos jovens que estão reivindicando seus direitos básicos", declarou a ativista em frente ao Lycée Paul Eluard, em Saint-Denis, uma das escolas onde o movimento ganhou força desde o início da mobilização.

"Seja a falta de financiamento adequado para as escolas, a crise climática ou as crises de injustiça social, já passou da hora de os jovens se mobilizarem e retomarem o controle do próprio futuro", afirmou Thunberg.

A ativista também criticou a violência policial francesa nos protestos. Para Thunberg, a atuação das forças de segurança é um sinal "extremamente violento" de que as autoridades estariam protegendo o status quo e ignorando as reivindicações dos jovens.

Bagyoko estava na manifestação ocorrida em 6 de outubro de 2026, em Saint-Denis. • Reprodução/Redes Sociais
Bagyoko estava na manifestação ocorrida em 6 de outubro de 2026, em Saint-Denis. • Reprodução/Redes Sociais

Após o casos de violência, o governo suspendeu o uso de granadas de efeito exclusivamente em manifestações estudantis.

Crise estudantil na França

Uma onda de protestos, liderada por estudantes do ensino médio e universitários, atinge a França desde o final de setembro de 2026, ganhando força com o apoio de professores, sindicatos e outros setores sociais.

Os alunos protestam contra a falta crônica de professores, a ausência de substitutos, turmas superlotadas e a precariedade da infraestrutura das escolas públicas (como problemas de manutenção e falta de recursos).

O governo francês alega dificuldades para ampliar gastos em meio a um forte déficit público que ultrapassa 5% do PIB e uma dívida acumulada de trilhões de euros, priorizando cortes e outras frentes, como a defesa.

Manifestações em cidades como Paris, Lyon, Nantes e Estrasburgo registraram choques entre manifestantes e a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Centenas de feridos (incluindo policiais e jovens) e milhares de prisões foram reportados.

Manifestantes se reúnem durante um protesto de estudantes do ensino médio — parte de um movimento nacional sobre as condições de ensino — em Toulouse, em 6 de outubro de 2026. • Foto por ED JONES / AFP
Manifestantes se reúnem durante um protesto de estudantes do ensino médio — parte de um movimento nacional sobre as condições de ensino — em Toulouse, em 6 de outubro de 2026. • Foto por ED JONES / AFP
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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