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Princesa Mette-Marit, da Noruega, recebe transplante de pulmão

Cirurgia traz um alento para a monarquia nórdica, que enfrenta um período turbulento

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Mette-Marit em 2024
Mette-Marit em 2024 • AFP

O Palácio Real da Noruega anunciou nesta quarta-feira (17) que a princesa herdeira Mette-Marit, de 52 anos, foi submetida com sucesso a um transplante de pulmão.

A cirurgia traz um alento para a monarquia nórdica, que enfrenta um período turbulento marcado por crises institucionais e escândalos familiares.

Mette-Marit, que vinha reduzindo seus compromissos oficiais devido ao agravamento de seu estado de saúde, havia entrado na lista de espera para o transplante no dia 5 de junho.

O procedimento foi realizado no Hospital Nacional de Oslo.

O que aconteceu com Mette-Marit?

  • O quadro médico: a princesa foi diagnosticada em 2018 com uma forma rara de fibrose pulmonar — doença caracterizada pelo espessamento e cicatrização dos tecidos que envolvem os alvéolos, dificultando a oxigenação do sangue. O transplante, considerado delicado, costuma ser indicado quando a expectativa de vida do paciente é reduzida a um ou dois anos;
  • Pós-operatório e suporte familiar: segundo a equipe médica, liderada pelos especialistas Arnt Fiane e Are Holm, a evolução inicial é positiva. Como parte do protocolo padrão para monitorar complicações, ajustar medicamentos e iniciar a reabilitação, a princesa permanecerá internada por várias semanas. O príncipe herdeiro Haakon reduzirá sua agenda oficial para acompanhá-la;
  • Condenação do filho: o anúncio da cirurgia ocorre apenas dois dias após Marius Borg Høiby, de 29 anos — filho da princesa fruto de um relacionamento anterior —, ser condenado a quatro anos de prisão em regime fechado (sem condicional) por dois estupros e outros 32 crimes, incluindo violência e ameaças. Embora não integre a Casa Real, o caso impactou diretamente a saúde de Mette-Marit. Borg Høiby nega as acusações mais graves e recorrerá da decisão;
  • Histórico de escândalos: além dos problemas jurídicos de Høiby, a Coroa norueguesa enfrentou desgaste no início do ano com revelações da mídia sobre uma amizade entre Mette-Marit e o financista americano Jeffrey Epstein, ocorrida entre 2011 e 2014, período em que ele já era condenado por crimes sexuais envolvendo menores;
  • Impacto na opinião pública: apesar da sequência de crises que afetou a imagem da família real, o apoio à monarquia na Noruega permanece sólido. De acordo com uma pesquisa divulgada em maio, 64% dos cidadãos noruegueses ainda defendem o regime monárquico.

 

Com informações de AFP

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