Prefeito de Kiev pede a moradores que saiam da cidade após ataque da Rússia

Bombardeio foi o segundo russo a usar míssil hipersônico, com capacidade nuclear

Prédios da capital ucraniana, Kiev, foram danificados após bombardeio russo

Depois de um ataque da Rússia à capital da Ucrânia, Kiev, nesta sexta-feira (9), que deixou ao menos quatro pessoas mortas, o prefeito Vitali Klitschko pediu aos moradores que saíssem da cidade, se possível, após metade dos prédios residenciais ficar sem calefação durante o inverno que atinge o país.

“Metade dos prédios residenciais de Kiev, quase 6.000, está atualmente sem calefação devido aos danos à infraestrutura crítica da capital causados por um intenso ataque do inimigo”, publicou o prefeito nas redes sociais. A capital ucraniana registrou cerca de -8°C nesta sexta-feira, e a temperatura segue em queda.

Cerca de 40 prédios foram danificados nos ataques russos, incluindo 20 residenciais e a Embaixada do Catar, segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. A polícia relatou quatro mortos e 24 feridos.

O Ministério da Defesa russo alegou ter usado o míssil hipersônico “Oreshnik”, com capacidade nuclear, contra “alvos estratégicos” durante as ofensivas. O bombardeio ocorreu em resposta a um suposto ataque com drone em dezembro contra uma residência do presidente Vladimir Putin, mas a Ucrânia nega.

A Rússia já havia usado um míssil semelhante, com ogiva convencional, contra a Ucrânia no fim de 2024. O governo russo não forneceu mais detalhes sobre o ataque, mas as autoridades ucranianas afirmaram que uma “instalação de infraestrutura” foi atingida pelo míssil perto da cidade de Lviv, no Oeste do país.

Os ataques russos ocorrem após a Embaixada dos Estados Unidos em Kiev ter alertado, na quinta-feira (8), que um “ataque aéreo potencialmente significativo” poderia ocorrer a qualquer momento nos próximos dias.

A Ucrânia luta para restabelecer a calefação e o abastecimento de água às residências após os ataques russos desta semana a instalações de energia.

Embora Zelensky tenha afirmado que o acordo entre Kiev e Washington sobre as garantias de segurança dos EUA estava “praticamente pronto para ser concluído”, o chanceler alemão Friedrich Merz reconheceu que um acordo de cessar-fogo ainda estava “muito longe”, dada a posição da Rússia.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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