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Polícia equatoriana diz que imagens de ataques divulgadas nas redes sociais são falsas

Após invasão em TV, vídeos de supostos ataques em outras regiões do país passaram a circular pela internet

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Polícia Nacional do Equador divulga alerta de <i>fake news</i> • Divulgação/Polícia Nacional do Equador

Depois que um grupo criminoso invadiu um canal de televisão, na cidade de Guayaquil, no Equador, vídeos de supostos ataques em outras regiões do país passaram a circular pela internet. Em uma publicação no X (antigo Twitter), a polícia local desmentiu dois deles.

O primeiro trata-se de imagens de um suposto sequestro no metrô de Quito, a capital país. Segundo a corporação, as imagens foram gravadas em agosto de 2023, durante uma simulação. Portanto, elas não tem relação com os ataques dos últimos dias.

Ao desmentir o vídeo, a polícia local alertou a população sobre o compartilhamento de notícias falsas. "Pedimos aos cidadãos que obtenham informações de fontes oficiais", escreveu.

O segundo vídeo desmentido pela polícia trata-se de um suposto tiroteio nas proximidades do Palácio do Governo, também em Quito. A corporação afirmou que a informação é falsa.

Onda de violência

Há dois dias, o país sul-americano vive noites de terror. Sete policiais foram sequestrados durante o estado de exceção ordenado pelo governo na segunda-feira, em meio a um surto de violência ligado ao narcotráfico.

Aos sequestros dos agentes se somam explosões em Esmeraldas (nordeste e perto da fronteira com a Colômbia), uma das províncias equatorianas controladas por máfias. Várias pessoas lançaram um artefato explosivo perto de uma delegacia e dois veículos foram queimados em outros locais, sem deixar vítimas.

Em Quito, um veículo explodiu e um dispositivo foi detonado perto de uma ponte de pedestres. Seu prefeito, Pabel Muñoz, pediu ao Executivo a “militarização” de instalações estratégicas ante a “crise de segurança sem precedentes”.

‘Conflito armado interno’

Nesta terça, o presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou que o país está em “conflito armado interno”. A medida tem o objetivo de enfrentar grupos de narcotraficantes e “neutralizar” organizações criminosas que impõem uma nova onda de terror no país.

“Assinei o decreto executivo declarando Conflito Armado Interno” e “ordenei às Forças Armadas executar operações militares para neutralizar esses grupos”, escreveu o presidente no X (antigo Twitter).

Na segunda-feira (8), Noboa havia declarado estado de exceção por 60 dias em resposta a uma onda de violência com policiais sequestrados, fuga de presos, ataques à imprensa e motins em presídios. A medida inclui um toque de recolher de seis horas, entre 23h e 5h, horário local (das 01h às 07h em Brasília).

A declaração de estado de exceção também permite que as Forças Armadas intervenham no sistema prisional. Na última semana, o presidente anunciou que construirá dois presídios de segurança máxima nas províncias de Pastaza (leste) e Santa Elena (sudoeste).

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.