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Polícia desmonta acampamento de protesto por direito à moradia em Madri, na Espanha

Protestos contra a crise habitacional no país são registrados desde o mês de setembro; organizadores denunciam violência policial durante operação na madrugada desta terça-feira (3)

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Equipes de limpeza removem barracas e outros detritos após a polícia expulsar manifestantes e desmontar um acampamento de grande extensão — que serviu de base para protestos contra a crise habitacional na Espanha — na emblemática praça Puerta del Sol, no centro de Madri, em 3 de novembro de 2026.
Equipes de limpeza removem barracas e outros detritos após a polícia expulsar manifestantes e desmontar um acampamento de grande extensão — que serviu de base para protestos contra a crise habitacional na Espanha — na emblemática praça Puerta del Sol, no centro de Madri, em 3 de novembro de 2026. • PAUL HANNA / AFP

Um acampamento de ativistas pelo direito à moradia instalado há mais de cinco semanas na praça Portal do Sol, no centro de Madri, na Espanha, foi desmantelado na madrugada desta terça-feira (3). A informação foi divulgada por organizadores do movimento, citando "uma intervenção policial violenta".

Posteriormente, autoridades locais confirmaram a ação, citando que a retirada do acampamento "aconteceu sem distúrbios, nem episódios de violência".  No total, 334 pessoas foram retiradas e duas foram detidas por desobediência e resistência.

Na manhã desta terça-feira (3), parte da praça Portal do Sol foi fechada pelas forças de segurança e operações de limpeza estavam em curso. Organizadores do movimento denunciaram que algumas pessoas que haviam aderido ao protestos foram feridas "em consequência dos golpes e do uso de gás de pimenta".

Informações divulgadas delegação do governo espanhol, 220 agentes da Polícia Nacional e 180 da Polícia Municipal de Madri, com a participação de bombeiros e serviços sociais, participaram da ação.

A Espanha tem registrado mobilizações contra a crise habitacional no país desde setembro. O movimento começou após o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, depois do imóvel ter sido comprado por um fundo de investimento.

Com a pressão popular, a empresa proprietária aceitou fechar um novo acordo para que ela pudesse retornar ao apartamento. Entretanto, em 7 de outubro, duas semanas após o despejo, Maricarmen Abascal morreu no hospital.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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