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Papa pede paz em celebração da Páscoa: 'Quem tem armas nas mãos, que as deponha'

Leão XIV destacou os conflitos em curso no mundo em sua mensagem aos fiéis; Sumo Pontífice disse que a ressurreição de Cristo 'é completamente não violenta'

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Celebração da Páscoa no Vaticano, a primeira sob o papado de Leão XIV
Celebração da Páscoa no Vaticano, a primeira sob o papado de Leão XIV • Vatican News

O Papa Leão XIV destacou a urgência da paz e apelou para que líderes mundiais interrompam as guerras em curso durante pronunciamento dirigido a fiéis no Vaticano neste domingo de Páscoa (5). A mensagem foi proferida durante a solenidade Urbi et Orbi (expressão latina que significa ‘à cidade e ao mundo’), bênção proferida pelo sumo pontífice em datas especiais do calendário cristão.

 

Ao falar sobre a ressurreição de Cristo, base fundadora da fé cristã celebrada na Páscoa, Leão XIV caracterizou o momento de forma antagônica à violência e como um símbolo do perdão.

 

"A força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta. É semelhante à de um grão de trigo que, ao decompor-se na terra, cresce, abre passagem pelas leivas, germina e transforma-se numa espiga dourada. É ainda mais semelhante à do coração humano que, ferido por uma ofensa, rejeita o instinto de vingança e, cheio de piedade, reza por quem o ofendeu", disse o Papa.

 

 

Durante a mensagem aos fiéis na Praça de São Pedro, o Papa fez ainda uma menção literal às guerras e apelou para que o diálogo resolva as diferenças entre os povos.

 

“À luz da Páscoa, deixemo-nos surpreender por Cristo! Deixemos transformar o nosso coração pelo seu imenso amor por nós! Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar”, declarou o pontífice.

 

O Papa complementou sua mensagem dizendo que o mundo está habituado e indiferente à violência e às consequências econômicas e sociais dela advindas

 

“Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos [...] Há uma globalização da indiferença cada vez mais acentuada”, analisou o sacerdote.

 

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.