Papa diz esperar que Trump busque uma saída para guerra no Oriente Médio
Pontífice vem fazendo apelos pela contenção da violência no mundo e pede oração aos fiéis

O papa Leão XIV afirmou, nesta terça-feira (31), esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteja buscando uma saída para pôr fim a guerra no Oriente Médio, envolvendo o país norte-americano, Israel e o Irã. O pontífice também fez um apelo pela contenção da violência no mundo.
Disseram-me que o presidente Trump declarou recentemente que gostaria de pôr fim à guerra; vamos esperar que ele esteja buscando uma via de saída, vamos esperar que esteja procurando uma forma de reduzir a violência, os bombardeios
Leão XIV tem se manifestado, diversas vezes, contra o conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro. Na última semana, ele descreveu a guerra como um "escândalo para toda a família humana". O pontífice também pede, reiteradamente, aos fiéis que continuem orando, "para que cessem as hostilidades e se abram finalmente caminhos de paz baseados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana".
Entenda o conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



