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Panamá intensifica envio de ajuda a regiões afetadas por terremoto

De acordo com o governo, o tremor deixou mais de 2 mil desabrigados e afetados em todo o país; além disso, cerca de 900 moradias e 400 escolas sofreram danos

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De acordo com o governo, o tremor deixou mais de 2 mil desabrigados e afetados em todo o país. Além disso, cerca de 900 moradias e 400 escolas sofreram danos.
De acordo com o governo, o tremor deixou mais de 2 mil desabrigados e afetados em todo o país. Além disso, cerca de 900 moradias e 400 escolas sofreram danos. • AFP

As autoridades panamenhas intensificavam neste domingo (11), usando helicópteros e veículos 4x4, o envio de ajuda humanitária às áreas afetadas por um forte terremoto que causou danos severos à infraestrutura, enquanto centenas de pessoas continuam sem poder voltar para casa.

As comunidades atingidas, algumas delas em áreas remotas e outras com acesso limitado devido aos danos em pontes e estradas, começaram a receber água, alimentos, tendas e outros itens básicos, dois dias após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a região central do país.

"Não havíamos recebido ajuda até hoje. Trouxeram água, arroz, feijão, lentilhas e refrigerante", afirmou à AFP Jennifer Muñoz, da cidade de Soná, a cerca de 300 quilômetros por estrada da Cidade do Panamá.

Muñoz dorme no quintal da casa de um familiar junto com outros moradores, alguns dos quais perderam suas casas por causa do terremoto.

O terremoto, que deixou cerca de 30 feridos, afetou principalmente as províncias de Los Santos, Herrera, Coclé e Veraguas, onde destruiu escolas, hospitais, igrejas, edifícios públicos, pontes e estradas.

De acordo com o governo, o tremor deixou mais de 2 mil desabrigados e afetados em todo o país. Além disso, cerca de 900 moradias e 400 escolas sofreram danos.

Durante uma visita a uma das regiões atingidas, o presidente José Raúl Mulino assegurou que será prestada assistência às populações das áreas "que mais precisam", mas explicou que muitas estradas permaneciam "bloqueadas".

"O importante é que não há vítimas fatais. Os danos materiais vamos resolver", ressaltou Mulino. O governo decretou no sábado estado de emergência para administrar US$ 100 milhões (R$ 499 milhões) em ajuda humanitária.

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