Países da América Latina e Espanha rechaçam ação dos EUA na Venezuela

Grupo quer solução negociada para a crise e diz ver com preocupação controle americano sobre o petróleo venezuelano

Palácio Itamaraty, em Brasília.

Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma nota conjunta neste domingo (4) na qual expressam preocupação com a escalada de tensões na Venezuela e rechaçam ações militares realizadas de forma unilateral no território venezuelano.

Sem mencionar os Estados Unidos, responsáveis pela ação militar, os países afirmam que as operações violam princípios fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, previstos na Carta das Nações Unidas.

“Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, diz o texto.

Os países defendem que a crise na Venezuela seja solucionada de maneira pacífica, “sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”, e com uma transição democrática liderada pelos venezuelanos.

Nesse contexto, os países também fizeram um apelo à unidade regional, independentemente de divergências políticas, diante de ações que possam comprometer a estabilidade da região.

Os governos manifestaram ainda sua preocupação com qualquer tentativa de controle externo ou apropriação de recursos naturais ou estratégicos da Venezuela, avaliando que esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e representa uma ameaça à estabilidade política, econômica e social da região.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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