Oriente Médio: guerra já matou mais de mil pessoas no Líbano, diz governo
Ministério da Saúde libanês aponta Israel como culapdo; mais de um milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito

Ataques no Líbano durante a guerra no Oriente Médio, iniciada há pouco mais três semanas, mataram 1.001 pessoas. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde libanês, nesta quinta-feira (19), que apontam Israel como o principal culpado pelas vítimas.
O balanço de vítimas fatais inclui 79 mulheres, 118 crianças e 40 profissionais da saúde. Outras 2.584 pessoas ficaram feridas, de acordo com a pasta. O último balanço, divulgado nessa quarta (18), registrava 968 mortos.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, após bombardeios coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o exército israelense também passou a realizar ataques na região fronteiriça com o Líbano - que abriga a organização paramilitar muçulmana xiita Hezbollah, que se posiciona a favor ao regime iraniano.
A primeira ofensiva israelense no Líbano aconteceu em 2 de março, com bombardeios ao sul de Beirute, capital do país. Logo depois, Israel começou operações terrestres no país.
Um milhão de deslocados pela guerra no Líbano
Além do expressivo número de vítimas, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas pela guerra que atinge o Líbano, informaram autoridades do país, que disponibilizou uma espécie de formulário em uma página na internet do Ministério de Assuntos Sociais.
No total, 1.049.328 pessaos deslocadas se inscreveram. Destas pessoas, 132.742 estão alojadas em mais de 600 centros coletivos de acolhida, segundo comunicado do governo libanês.
Entenda o conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Dias depois, em dois de março, o exército israelense também realizou ofensivas no Líbano, com bombardeios na Região Sul de Beirute. Logo depois, o país iniciou operações terrestres, sob a justificativas que os ataques são "limitadas e seletivas contra redutos-chave" do Hezbollah na região.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Recém-completadas três semanas de guerra, o Oriente Médio registrou mais de duas mil mortes. O Irã é o país com mais número de vítimas, contabilizando mais de 1.300 mortes segundo o embaixador do país nas Nações Unidas. Outros países também são alvos de bombardeios e ataques, como a Arábia Saudita com duas vítimas, Bahrein (2), Emirados Árabes Unidos (6), EUA (13), Iraque (32), Israel (15), Kuwait (6), Líbano (1.001), Omã (3).
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nessa terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".



