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Trump ameaça colocar agentes do ICE em aeroportos dos EUA

Em frente a possível derrota no Senado por decisão orçamentária, presidente dos Estados Unidos ameaça intervenção

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um discurso sobre os feitos do primeiro ano de governo nesta terça-feira (24)
Donald Trump realizou ameaça em frente a risco de sofrer derrota no Senado • Andrew Caballero-Reynolds / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) enviar agentes de imigração do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) para monitorar aeroportos por conta de um impasse com senadores democratas.

A discordância surge pelo risco de o Senado não aprovar o projeto orçamentário do Departamento de Segurança Interna, responsável pela segurança aeroportuária e também pelo ICE.

"Se os democratas da esquerda radical não assinarem imediatamente um acordo, transferirei nossos brilhantes e patriotas agentes do ICE para os aeroportos", escreveu Trump em uma publicação no Truth Social, plataforma gerenciada por seu grupo de empresas

“Farão a segurança como nunca se viu antes, incluindo a prisão imediata de todos os imigrantes ilegais que entraram em nosso país, com forte ênfase naqueles da Somália, que destruíram completamente, com a aprovação de um governador, procurador-geral e congressista corruptos, Ilhan Omar, o outrora grande estado de Minnesota. Aguardo ansiosamente para ver o ICE em ação em nossos aeroportos”, completou o presidente.

O grupo ficou conhecido internacionalmente após ações truculentas que mataram dois cidadãos estadunidenses em Minneapolis, no estado de Minnesota, e geraram repercussão global por conta da política anti-imigração defendida por Donald Trump.

O impasse para aprovação do orçamento ocorre porque os democratas exigem mudanças nas práticas do ICE, após a onda de protestos por conta das mortes de Renée Good e Alex Pretti.

Estão entre as exigências realizadas:

  • Obtenção de mandado judicial antes de invadir qualquer residência;
  • Uso de informações de identificação nos uniformes e proibição de máscaras.

O governo Trump afirma já ter concordado com diversas mudanças, entre elas:

  • O uso ampliado de câmeras corporais, com exceção para operações secretas;
  • A limitação das atividades de fiscalização civil em locais sensíveis, como hospitais, escolas e locais de culto.

As verbas para o Departamento de Segurança Interna estão congeladas, e muitos funcionários de segurança aeroportuária decidiram não trabalhar por não receberem seus salários. A paralisação gerou grandes filas nos principais aeroportos dos Estados Unidos neste sábado.

(Sob supervisão de Lucas Negrisoli)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.