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Oriente Médio: EUA oferecem US$3 milhões por informações sobre ataques no Iraque

Recompensa é divulgada após instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Oriente Médio serem bombardeadas

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Reprodução / Redes Sociais

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira (1º) uma recompensa de até US$3 milhões (aproximadamente R$15 milhões) por informações sobre ataques a instalações diplomáticas dos EUA no Iraque.

A propsota acontece depois que a embaixada estadunidense em Bagdá, o Consulado Geral dos EUA em Erbil e o Centro de Apoio Diplomático de Bagdá foram alvos de diversos ataques desde o início dos ataques comandados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

O aviso, publicado pelo programa do Departamento de Estado, chamado de "Recompensas por Justiça", cita que busca pistas sobre grupos de mílicias terroristas relacionados com o Irã.

"Se você tem informações sobre grupos de milícias terroristas alinhados com o Irã ou outros responsáveis por esses ataques, envie-nos suas informações hoje", escreveu. "Suas informações podem torná-lo elegível para realocação e uma recompensa", acrescentou.

O programa “Recompensas por Justiça” tem oferecido uma série de incentivos por informações sobre a liderança iraniana desde o início da guerra no Oriente Médio.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

*Com AFP e CNN 

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.