Itatiaia

Oriente Médio: EUA aguardam resposta do Irã sobre cessar-fogo

Washington também espera a oficialização de um representante iraniano para negociações entre os países

Por
Esta imagem, capturada da televisão estatal iraniana e transmitida em 28 de fevereiro de 2026, mostra o que a emissora afirma ser o local dos ataques mortais dos EUA e de Israel contra uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã, perto da estratégica rota marítima do Estreito de Ormuz
Esta imagem, capturada da televisão estatal iraniana e transmitida em 28 de fevereiro de 2026, mostra o que a emissora afirma ser o local de um dos primeiros ataques mortais dos EUA e de Israel Israel, em conjunto com os Estados Unidos, seguem à procura do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei - que não realizou nenhuma aparição pública desde que assumiu o carro que era do pai • AFP

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos aguardam uma resposta do Irã sobre a proposta de 15 pontos que o governo de Donald Trump enviou para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Mesmo sem uma devolutiva, Rubio afirmou que a resposta pode vir a qualquer momento. "Não recebemos ainda", disse o secretário norte-americano à CNN. “Olha, recebemos mensagens. Tivemos uma troca de mensagens e indicações do sistema iraniano, seja lá o que restou dele, sobre uma disposição para falar sobre certas coisas", acrescentou.

Rubio acrescentou que os Estados Unidos estão aguardando esclarecimentos sobre quem ficará responsável por representar o Irã nas negociações, depois que ataque dos EUA e de Israel resultaram na morte de muitos líderes do regime iraniano. "Quem seria com quem estaríamos conversando? Sobre o que vamos falar e quando vamos conversar?", disse.

Até o momento, quatro membros do alto escalão foram mortos desde o início do conflito no Oriente Médio:

  • Ministro da Inteligência do país, Esmail Khatib;
  • Ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh;
  • Chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani;
  • Líder da força paramilitar Basij, Gholamerza Soleimani.

A guerra no Oriente Médio também foi marcada pela morte do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no início do conflito, em 28 de fevereiro. Israel, em conjunto com os Estados Unidos, seguem à procura do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei - que não realizou nenhuma aparição pública desde que assumiu o carro que era do pai.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

*Com AFP e CNN 

Por

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.