Oriente Médio: ao menos dez pessoas são presas em protesto contra guerra em Israel
Tel Aviv é palco de manifestações semanalmente desde o início do conflito; polícia israelense afirma que manifestação não cumpriu regra estabelecida pela Suprema Corte

A polícia de Israel dispersou um protesto contra a guerra que atinge o Oriente Médio, em Tel Aviv, capital do país, neste sábado (4). Na ocasião, a corporação afirmou que dez pessoas foram presas no local, caracterizando-as como "baderneiros".
Semanalmente, Tel Aviv é palco de manifestações desde o início do conflito no Oriente Médio. Um dos integrantes do movimento, Yuval Tzur, disse à CNN que a ação da polícia começou instantes depois do início da concentração do protesto, na Praça Habima, centro cultural da cidade.
"Conseguimos protestar por cerca de meia hora e logo a polícia começou a nos retirar a força. Todos com quem estava foram empurrados e joados no chão. Alguém quase desmaiou", relatou Tzur.
A Suprema Corte de Israel autorizou, mais cedo neste sábado (4), a realização do protesto com até 600 pessoas. A polícia afirma que o número de participantes ultrapassou o limite e, por isso, interromperam a manifestação.
"Vocês estão bem acima do limite de 600 pessoas estabelecido pelo Supremo — atualmente se aproximam de 1.000", alertou um policial pelo megafone. "Peço que deixem o local de forma ordeira e segura, para evitar o uso de força", acrescentou.
Ao mesmo tempo que a polícia nacional divulgou a prisão de 10 pessoas, o número diverge. Uma organização de apoio jurídico aponta que pelo menos 17 foram detidos.
Yuval Tzur contou que o confronto com a polícia durou aproximadamente uma hora, ao mesmo tempo em que as prisões eram efetuadas. Em seguida, uma sirene alertou sobre um míssel se aproximando na região.
Após o alerta, a maior parte dos manifestantes e dos policiais correram para o abrigo público sob a Praça Habima. Segundo Tzur, os detidos não puderam se juntar aos demais e foram levados para uma escada próxima.
*Com CNN Internacional
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.


