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Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 6.301

Balanço divulgado pela Assembleia Nacional confirma mais 176 mortes em uma semana, enquanto 1.400 pessoas seguem desaparecidas sob escombros

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Esta vista aérea mostra edifícios destruídos após dois terremotos em Caraballeda, estado de La Guaira, Venezuela.
Imagem aérea mostra edifícios destruídos por terremotos em Caraballeda, estado de La Guaira, Venezuela • AFP/Divulgação

O número de pessoas que morreram por causa dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho não para de crescer. Segundo balanço atualizado divulgado nesta segunda-feira (10) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o total de mortos subiu para 6.301.

O novo levantamento confirma o avanço trágico das estatísticas em relação ao relatório anterior de 3 de agosto, que contabilizava 6.125 mortes, o que representa a confirmação de mais 176 mortos em apenas uma semana, enquanto familiares seguem em busca de parentes nos escombros.

A tragédia pode ser ainda maior, já que as autoridades venezuelanas ainda não emitiram um número oficial de desaparecidos. No entanto, há pouco mais de uma semana, o governador do estado costeiro de La Guaira, José Alejandro Terán, indicou a existência de cerca de 1.400 pessoas desaparecidas. La Guaira concentrou a maioria do colapso de quase 190 edifícios causados pelos abalos de magnitudes 7,2 e 7,5.

Para agravar a situação, o medo de novas fatalidades aumentou nesta mesma segunda-feira com um novo tremor de magnitude 7,4 registrado na Colômbia e sentido em várias regiões da Venezuela, somando ao menos 111 mortos e dezenas de feridos na região.

Além dos milhares de óbitos já confirmados, o risco de novos desabamentos coloca mais vidas em perigo:

  • 9.567 edificações foram classificadas em estado de "alto risco";

  • 12.411 moradias estão com uso restrito;

  • Quase 24 mil desabrigados vivem atualmente amontoados em acampamentos e abrigos temporários em Caracas e La Guaira.

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Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo UniBH e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela PUC Minas. Trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.

 

 

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