O que se sabe até agora sobre o terremoto na Colômbia?
Desastre natural de magnitude 7,4 atingiu o país na manhã desta segunda-feira (10); presidente Alberto de la Espriella indicou dados preliminares que registraram 111 mortes e 87 feridos

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, nesta segunda-feira (10), causando destruição em diversas cidades do país. O abalo sísmico foi o mais forte registrado no país na última década, segundo divulgado pelo Serviço Geológico do país. Até a última atualização desta reportagem, o presidente colombiano, Alberto de la Espriella, indicou 111 mortes e 87 feridos. Ao todo, 61 prédios entraram em colapso. Os dados são preliminares.
O governo da Colômbia declarou, horas depois da tragédia, emergência nacional. O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, a uma profundidade de 110 quilômetros, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá e a cerca de 150 km de Medellín e de Cali.
Uma réplica de magnitude 5,0 e 100 km de profundidade foi registrada cerca de uma hora depois. Em Cali, ao menos 20 prédios desabaram por conta da força dos tremores e há dezenas de pessoas presas sob os escombros, segundo as autoridades locais.
O terremoto também chacoalhou a capital Bogotá. A imprensa local indicou que sirenes de terremoto tocaram na cidade. O tremor ainda foi sentido nos países vizinhos Equador e Venezuela — que foi atingida por um duplo terremoto em julho. No Brasil, o tremor foi sentido em Manaus, no estado do Amazonas.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou solidariedade às vítimas. O líder ainda afirmou que o Brasil está à disposição do país vizinho para prestar o apoio necessário.
Recebi com preocupação a notícia do forte terremoto que atingiu hoje a Colômbia, com epicentro no departamento de Chocó. Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O…
— Lula (@LulaOficial) August 10, 2026
O sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos afirmou que não há risco de tsunami por conta do terremoto.
- Entenda: a relação entre os desastres é de causa e efeito. A grande maioria dos tsunamis é provocada por terremotos submarinos. Quando um sismo ocorre no fundo do oceano e desloca verticalmente o leito marinho, essa força empurra abruptamente a coluna de água acima dele, dando origem às ondas gigantes.
Mortos, feridos e danos materiais
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou que o terremoto deixou ao menos 111 mortos e 87 feridos. Segundo o líder, o balanço de vítimas e danos, atualizado até 12h30 no horário local (14h30 de Brasília), foca no “resgate das pessoas que se encontram abaixo dos escombros” dos edifícios afetados.
Ele ainda detalhou que 1.575 moradias sofreram danos, 37 foram completamente destruídas e 61 edifícios colapsaram. Entre a infraestrutura danificada estão 18 centros de saúde, 52 centros educativos, 17 centros comunitários e 18 vias.
Por fim, mencionou seis aeroportos afetados em infraestrutura e sem operação para voos comerciais, e um afetado em pista de aterrissagem.
Aeroportos fechados
O terremoto afetou a operação de 10 aeroportos na Colômbia, segundo informações da autoridade Aeronáutica Civil do país ao jornal local EL Tiempo. Os terminais de Pereira e Armenia, na Região Cafeeira do país, foram fechados após os tremores de terra.
Também há interrupções nos aeroportos de Manizales, Quibdo, Cartago e Buenaventura. “Por razões de segurança, as operações aéreas nesses terminais permanecem suspensas até que os danos estruturais à infraestrutura possam ser avaliados”, disse a autoridade Aeronáutica Civil.
Primeiro dia útil do governo de Espriella
O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, compartilhou que irá montar um comando unificado para lidar com o desastre natural. Esta segunda-feira (10) é o primeiro dia útil do governo de Espriella.
A autoridade se deslocou até Bogotá para se juntar a um gabinete de crise criado para lidar com a emergência causada no país pelo terremoto:
"Aos colombianos que hoje atravessam momentos difíceis quero dizer-lhes: não estão sós. Têm um Presidente a quem dói o seu povo e que fará tudo o necessário para protegê-los, acompanhá-los e levar para a frente, juntos, as regiões afetadas", escreveu ele em uma rede social.
Espriella afirmou que está acompanhando diretamente a resposta à emergência causada pelo terremoto que atingiu o país. Ele disse estar à frente das ações de resposta e afirmou sentir profundamente o impacto da tragédia sobre as famílias das vítimas.
Nas redes sociais, ele também destacou que o país está unido diante da crise e afirmou que a Colômbia superará o momento em conjunto.
Ex-presidente Gustavo Petro ironiza terremoto dias após deixar governo
O ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou uma “indireta” ao novo líder do país, Abelardo de la Espriella, após o terremoto que já matou ao menos 70 pessoas no país.
Nas redes sociais, Petro questionou: “A terra grita, e quem ouve suas mensagens?”. A declaração acontece três dias após Espriella assumir a presidência no país. Ele derrotou o candidato apoiado por Petro, Iván Cepeda, durante as eleições de julho. O ex-presidente afirma que as eleições foram fraudadas e que o novo mandatário não tem legitimidade para governar o país.
Mais tarde, Petro pediu mobilização após o terremoto e fez um apelo para que aliados e apoiadores ajudem na mobilização de ações de solidariedade. Em uma nova publicação nas redes sociais, ele manifestou solidariedade às famílias afetadas em diferentes cidades e regiões do país.
O ex-presidente também defendeu que toda a estrutura do Estado seja colocada à disposição das áreas atingidas e disse que nenhuma comunidade afetada pode ser deixada para trás durante a resposta à emergência.

‘Susto que não desejo a ninguém’, diz brasileiro que presenciou terremoto na Colômbia
O jornalista brasileiro Caio Tárcia afirmou, em vídeo enviado à Itatiaia, que o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia foi um "susto" que ele "não deseja a ninguém". Ele passa férias no país e está, no momento, em Cartagena, no litoral colombiano.
"Para os que não são nascidos na Colômbia, realmente, é uma tensão e uma situação bem complicada, porque não estamos acostumados com isso", relatou. Confira o relato:
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.


































