Situação na Colômbia após terremoto é ‘crítica’, dizem autoridades
Autoridades já contabilizam pelo menos 20 mortos e dezenas de prédios desabaram nesta segunda-feira (10)

Autoridades colombianas ainda fazem os primeiros balanços dos estragos após o país ser atingido por um forte terremoto, nesta segunda-feira (10), mas já afirmam que a situação é crítica. O tremor de magnitude 7,4 teve como epicentro a Região de San José del Palmar, no estado de Chocó, litoral do país no Oceano Pacífico.
O terremoto deixou pelo menos 20 pessoas mortas, sendo 18 na cidade de Pereira, segundo informações da prefeitura, e duas em Manizales. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram dezenas de prédios destruídos. “A situação é crítica”, disse o prefeito de Pereira, Maurício Salazar.
Após o tremor, a governadora Nubia Carolina Córdoba, informou nas redes sociais que há relatos de vários feridos e sérios danos em edifícios “Acabamos de vivenciar um grave evento sísmico no departamento de Chocó. Estamos preocupados com os tremores secundários. (...) Já estamos avaliando os danos para divulgar o primeiro relatório oficial”, informou.
Na cidade de Cali, a terceira maior da Colômbia, o prefeito Alejandro Eder informou que 20 estruturas desabaram e pessoas estão presas sob os escombros. Em um vídeo publicado no X, o gestor pediu calma à população, e destacou que pediu apoio às cidades de Bogotá e Medellín.
“Peço à população que mantenha a calma. Verifiquem se em seus edifícios há danos estruturais aparentes. Se não se sentirem seguros, se virem rachaduras muito grandes, por favor, saiam do edifício. Apoiem nossos resgatistas com o que for necessário”, disse.
De acordo com a autoridade Aeronáutica Civil do país, 10 aeroportos tiveram suas operações interrompidas. Os terminais de Pereira e Armenia, na Região Cafeeira do país, foram fechados e há interrupções em Manizales, Quibdo, Cartago e Buenaventura.
“Por razões de segurança, as operações aéreas nesses terminais permanecem suspensas até que os danos estruturais à infraestrutura possam ser avaliados”, disse a autoridade Aeronáutica Civil.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



