Oriente Médio: Trump diz ter rejeitado proposta do Irã que previa reabrir Estreito de Ormuz
Presidente dos Estados Unidos afirmou que oferta promovida pelo país persa 'não seria aceitável'; passagem marítima está bloqueada desde o ataque de Washington em Tel-Aviv contra Teerã em fevereiro deste ano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, neste sábado (26), ter rejeitado a proposta do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz dentro de uma semana, caso os EUA cumpram certas condições.
Segundo divulgado pela imprensa iraniana, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, deixou Nova York após a reunião de líderes mundiais nas Nações Unidas, que incluiu conversas indiretas entre o Irã e os Estados Unidos.
Teerã se ofereceu esta semana para reabrir e retomar as negociações sobre o programa nuclear do país em sete dia, caso Washington suspenda o bloqueio naval aos portos iranianos, revoguem as sanções às vendas de petróleo iraniano e observem um cessar-fogo que inclua o Líbano.
Entretanto, Donald Trump rejeitou a proposta, indicando que o Irã queria fazer um acordo porque estava "perdendo feio":
"Eles querem fechar um acordo e acho isso ótimo. Eu também gostaria de fechar um acordo. Mas esse acordo não seria aceitável", disse o republicano na Casa Branca, antes de ir a um jogo de futebol americano universitário.
Proposta para reabrir Ormuz
O Estreito de Ormuz, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo, está fechado pelo Irã como forma de resposta após os EUA e Israel atacarem a República Islâmica em 28 de fevereiro deste ano.
Na sexta-feira (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse a jornalistas que que, segundo a proposta de Teerã, o Irã reabriria a passagem marítima e retomaria as negociações sobre o programa nuclear caso os EUA suspendam o bloqueio naval aos portos iranianos, suspendam as sanções às vendas de petróleo iraniano e observem um cessar-fogo que inclua o Líbano.
Segundo Araghchi, o Irã apresentou sete condições para o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz. Entre elas estão:
- Uma cessação de sete dias de todas as hostilidades no Oriente Médio, incluindo no Líbano;
- O desbloqueio de ativos iranianos congelados, estimados em pelo menos US$ 12 bilhões (cerca de R$ 62,1 bilhões);
- O levantamento das sanções sobre o petróleo iraniano;
- O fim do bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã.
De acordo com a proposta, no sétim dia de cessação das hostilidades, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



