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Negociação de paz na Ucrânia depende do campo de batalha, analisa professor

À CNN Rádio, Gunther Rudzit avaliou que, enquanto um dos lados não sentir que “está perdendo”, não haverá acordo

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Especialista analisa cenário que poderia levar ao fim da guerra na Ucrânia
Especialista analisa cenário que poderia levar ao fim da guerra na Ucrânia • SERGEI SUPINSKY / AFP

O fim da Guerra na Ucrânia ainda não está perto de ser negociado, segundo o professor de relações internacionais da ESPM Gunther Rudzit.

À CNN Rádio, ele explicou que qualquer tipo de acordo entre ucranianos e russos “depende do resultado no campo de batalha.”

“Enquanto os dois lados não sentirem que estão perdendo, não haverá negociação de paz”, completou.

Segundo o especialista, para a Ucrânia, essa sensação de derrota se daria caso, uma vez que a prometida contraofensiva seja lançada, ela não seja capaz de retomar territórios.

“Isso exigiria um esforço humano e material grande, com baixa possibilidade de ser reposto rapidamente”, disse.

Ao mesmo tempo, Gunther aponta que, para a Rússia, seria um baque “perder territórios, ou até se a linha de frente começar a desmoronar, para aí sim tentar negociação.”

Para o professor, o Brasil “dificilmente terá liderança” para uma eventual discussão sobre paz.

“Após as posturas do governo brasileiro, com falas de Lula atribuindo aos dois lados a guerra, o país não é percebido como um ator neutro com os dois lados”, explicou.

De acordo com ele, “o Brasil pode ter algum tipo de papel” na busca por uma solução, tal qual a China, que também não é vista como neutra, mas “é ator importante para convencer o presidente russo Vladimir Putin a negociar.”

*Com produção de Isabel Campos

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