Ministra de Milei propõe projeto que irá classificar torcidas organizadas como organizações criminosas
O projeto de lei contra as chamadas “barra bravas” pretende agravar as penas para os envolvidos em episódios de violência, como os da última quarta-feira (12)

A ministra da Segurança da Argentina, Patrícia Bullrich, apresentou nesta segunda-feira (17) um projeto de lei "contra torcidas organizadas".
"Esta regra classifica os crimes em um tipo especial de associação ilícita: uma organização criminosa. Também fortalece os mecanismos de impedimento administrativo de entrada nos estádios, competência que antes era dos clubes e passou a ser do Estado desde 2016".
Protesto acaba em pancadaria
A iniciativa do governo argentino acontece dias após um violento protesto de aposentados, que protestavam contra a queda do poder de compra, com participação de torcidas organizadas em Buenos Aires.
Na última quarta-feira (12), o confronto, entre manifestantes a polícia argentina, resultou em mais de cem prisões e, ao menos, 45 feridos, entre eles, o fotojornalista Pablo Grillo, que estava em serviço. Ele está internado em estado grave.
Após os acontecimentos, o ministério formalizou uma denúncia contra os possíveis envolvidos na organização do protesto acusando 26 pessoas de insurreição e associação ilícita agravada.
A denúncia menciona as torcidas organizadas de futebol Chacarita e Racing; os prefeitos Fernando Espinoza, de La Mataza, e Federico Otermín, de Lomas de Zamora; e o militante peronista Leandro Capriotti.
A pasta afirma que os integrantes, sob o pretexto de apoiar os aposentados, convocaram militantes para às ruas para provocar violência e atacar as instituições.
Ainda nesta segunda-feira, a pasta da Segurança publicou no Boletim Oficial um decreto para proibir as 26 pessoas de entrar nos estádios no país.
Nesta quarta-feira (19), um novo protesto foi convocado em Buenos Aires.
O projeto será debatido pelo Congresso.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



