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Milei volta a atacar Lula e diz que presidente brasileiro é 'um ladrão corrupto'

Em nova declaração, presidente argentino repete acusações contra Lula, questiona condenações anuladas e aumenta tensão diplomática entre os dois principais parceiros do Mercosul

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Milei e Lula. • FABRICE COFFRINI / AFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar publicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesse domingo (2). Em declaração, Milei fez novas acusações contra o brasileiro e chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”. Os comentários foram feitos em entrevista à emissora argentina LN+, uma semana após críticas semelhantes provocarem uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.

“Ele é um ladrão, é um corrupto, foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário”, afirmou Milei. Em seguida, o presidente argentino acrescentou que Lula teria sido solto “por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente”.

Durante a entrevista, o presidente argentino também acusou Lula de promover “interferência política” na Argentina e em outros países da região. A alegação já havia sido feita por Milei anteriormente.

Crise diplomática entre Brasil e Argentina

A crise entre os dois países começou após Milei participar, em São Paulo, do ato de oficialização da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições presidenciais de outubro. Na ocasião, o argentino fez críticas ao presidente brasileiro, o que levou o governo do Brasil a convocar seu embaixador em Buenos Aires para consultas.

Em resposta, o Itamaraty também convocou o embaixador argentino em Brasília para manifestar “repúdio” às declarações de Milei e pedir explicações pelas “agressões” dirigidas a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Ao longo da semana, autoridades argentinas tentaram reduzir o desgaste diplomático. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou que não existe qualquer intenção de romper relações com o Brasil, principal parceiro comercial do país. Mesmo assim, Milei voltou ao tema nesse domingo e repetiu diversas vezes a palavra “ladrão” ao se referir ao presidente brasileiro.

Até o momento, o governo brasileiro não divulgou uma nova manifestação oficial sobre os recentes ataques de Milei a Lula.

Disputa eleitoral aumenta tom do confronto

As declarações ocorrem em um momento de intensa movimentação política nos dois países. Lula, que completará 81 anos em outubro, oficializou nesse domingo a candidatura a um quarto mandato presidencial, afirmando estar “muito bem” de saúde. Já Milei, embora ainda não tenha lançado formalmente candidatura à reeleição na Argentina, vem intensificando o discurso de confronto político com líderes de esquerda da região, mirando a disputa presidencial prevista para 2027.

Ainda na entrevista à emissora argentina LN+, o argentino repetiu diversas vezes que uma eventual reeleição dependerá apenas do desempenho dele no governo e citou como principal resultado a redução da inflação argentina, que caiu de 161% ao ano, quando assumiu o poder, para cerca de 33,5% atualmente. Ele reconheceu, porém, que o ajuste fiscal teve impacto sobre emprego, indústria e consumo.

Ataques ao socialismo e a líderes estrangeiros

Milei também voltou a criticar o socialismo e mencionou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, argumentando que recebe ataques desses líderes sem que haja a mesma reação internacional. “Quando me insultam, tudo bem. Agora, se eu respondo, está errado”, afirmou. O presidente argentino ainda criticou políticas migratórias europeias e acusou Sánchez de facilitar a naturalização de imigrantes para obter apoio eleitoral.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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