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Médico é preso por realizar aborto com uso de medicação na casa da paciente

Intervenção clandestina foi denunciada à polícia de Zulia, na Venezuela; mulher de 22 anos também foi detida

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Médico foi preso por realizar aborto ilegal na Venezuela • Cpbez/Divulgação

Um médico venezuelano foi preso após realizar um aborto ilegal na residência de uma paciente de 22 anos, na cidade de Colón, estado de Zulia, Venezuela. A informação foi confirmada pelo Cuerpo de Policía Bolivariana del Estado Zulia (Cpbez), responsável pela operação. O procedimento, segundo a corporação, envolveu o uso de medicamentos abortivos e a posterior curetagem realizada na casa da jovem.

As prisões ocorreram após denúncias anônimas e diligências realizadas pelas autoridades locais. Os celulares dos envolvidos também foram apreendidos. O valor pago pelo serviço não foi divulgado.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público venezuelano, que dará prosseguimento às investigações.

Na Venezuela, o aborto é permitido apenas em circunstâncias específicas, como risco à vida da gestante ou em casos de estupro. A legislação prevê penas que variam de seis meses a dois anos de prisão para mulheres que consentem com o aborto. Para quem realiza o procedimento, a pena pode chegar a três anos de prisão, podendo ser ampliada se houver agravantes, como a morte da gestante.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.