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Major da Força Aérea dos EUA é preso no Capitólio após pedir impeachment de Trump

Major Jason Watson foi preso após discursar publicamente pedindo o impeachment do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance

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Reprodução / Vídeo

Um major da Força Aérea dos Estados Unidos, Jason Watson, foi preso na escadaria do Capitólio, em Washington, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (2). A detenção ocorreu após Watson fazer um discurso público pedindo o impeachment e a destituição do presidente americano, Donald Trump, e do vice-presidente JD Vance. Ele se recusou a encerrar a manifestação ilegal, segundo a polícia.

A prisão de Watson ocorreu depois que ele falou em uma coletiva de imprensa organizada pela Removal Coalition, um grupo ativista de base. Durante a coletiva, Watson identificou-se como militar da ativa e vestia uniforme militar. O deputado democrata Al Green (DEM-TX), do Texas, também participou do evento.

A Polícia do Capitólio dos EUA, que confirmou a prisão, afirmou que membros do público não podem fazer manifestações na escadaria da Câmara, a menos que estejam acompanhados por um membro do Congresso.

Watson foi levado até a escadaria por um membro do Congresso, que "deixou o local", antes que a polícia desse a Watson "ordens legais para encerrar a manifestação ilegal, sob pena de prisão", informou a polícia em comunicado.

"O homem recusou nossas ordens legais e foi então preso por violação da norma 22-1307 — aglomeração, obstrução e perturbação", acrescentou a Polícia do Capitólio, observando que existem outros locais nas dependências do Capitólio onde manifestações são permitidas.

O processo

Na terça-feira (30), uma autoridade do Tribunal Superior de Washington, nos Estados Unidos, disse à CNN que Watson estava sendo liberado e que um possível processo contra ele não seria aberto. O procurador-geral de Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a decisão de não denunciar Watson.

A CNN entrou em contato com a Força Aérea dos EUA para confirmar se Watson é militar da ativa, mas não obteve resposta imediata. Durante seu discurso, Watson criticou as recentes ações militares do governo Trump na Venezuela e no Irã, bem como a repressão rigorosa do republicano à imigração. Ele argumentou que tais medidas violavam diversas disposições constitucionais, conforme um vídeo publicado online pelo grupo Removal Coalition.

"Por isso, o presidente e o vice-presidente devem sofrer impeachment, ser condenados e destituídos", disse Watson. Não se sabe se Watson conta com representação jurídica no momento. A manifestação pública de discordância entre militares da ativa é rara, uma vez que eles são obrigados a cumprir ordens em conformidade com o Código Uniforme de Justiça Militar. O Artigo 88 desse código tipifica como crime o uso de palavras desrespeitosas contra o presidente, o vice-presidente, o Congresso e outras autoridades de alto escalão.

Além disso, é proibido aos militares usar uniforme ao participar de comícios políticos. Jessica Denson, fundadora da Removal Coalition, grupo que organizou a coletiva de imprensa, afirmou que Watson havia entrado em contato com eles por e-mail e estava ciente das possíveis consequências de suas ações. "Começamos a conversar, levamos muito a sério o desejo dele de se manifestar publicamente e pensamos na melhor maneira de fazer com que seu sacrifício valesse a pena", disse ela.

Mais tarde, Green publicou um vídeo nas redes sociais elogiando a atitude de Watson. "Acabei de sair das dependências do Capitólio; estive lá para testemunhar um major das Forças Armadas dos EUA inclinar o arco do universo moral em direção à justiça", disse Green. Ele acrescentou que Watson havia "defendido o impeachment do presidente americano" antes de ser preso e levado do local.

A CNN entrou em contato com o gabinete de Green para solicitar um comentário.

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