Mais de 300 mil vistos foram revogados nos EUA desde início do 2º mandato de Donald Trump
Número de revogações dobrou desde o mês de agosto; Departamento de Estado dos Estados Unidos destacou que política migratória destaca 'tolerância zero' com estrangeiros que estão no país com vistos e violam leis

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou que já revogou mais de 300 mil vistos desde o início do segundo mandato de Donald Trump na Presidência. De acordo com os dados, o ritmo das revogações aumentou especialmente nas últimas semanas, sendo o dobro do número anunciado pelo governo republicano no mês de agosto: 175 mil vistos.
Até a última atualização desta reportagem não havia sido diuvlgado as nacionalidades das pessoas que tiveram os vistos revogados, nem os tipos de vistos que foram afetados. Em pronunciamento, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott indicou que o número destaca uma "mensagem clara": "Temos tolerância zero com estrangeiros que estão no país com vistos e violam a lei, cometem fraudes ou comprometem nossa segurança nacional".
"Estamos tomando e continuaremos a tomar medidas para manter nossas fronteiras e nosso país seguros", afirmou Pigott. A medida faz parte do endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos — uma das promessas de Donald Trump durante a campanha que o fez retornar ao poder em janeiro de 2025.
Repressão à migração nos EUA
A política anti-migratória de Donald Trump é um dos pilares mais marcantes do modelo de governo. Pautada pelo princípio de "America First" (América em Primeiro Lugar) e pela doutrina de segurança nacional, essa agenda busca restringir significativamente tanto o fluxo de imigração irregular quanto a concessão de vistos e asilo legal.
Em julho deste ano, o Departamento de Estado dos EUA tornou permanente um programa de fiança para vistos, exigindo que cidadãos de 50 países depositem fiança de até US$ 20 mil ao solicitarem vistos para os Estados Unidos. A medida atinge vistos de negócios e turismo (B1 e B2).
O governo Trump indica que a medida tem como objetivo garantir que o visitante deixe o país dentro do prazo autorizado. O Brasil não está incluído no programa. Confira, abaixo, os países afetados:
- Argélia
- Angola
- Antígua e Barbuda
- Bangladesh
- Benin
- Botsuana
- Burundi
- Butão
- Cabo Verde
- Camboja
- Costa do Marfim
- Cuba
- Djibuti
- Dominica
- Etiópia
- Fiji
- Gabão
- Gâmbia
- Geórgia
- Granada
- Guiné
- Guiné-Bissau
- Lesoto
- Malaui
- Maurícias
- Mauritânia
- Mongólia
- Moçambique
- Namíbia
- Nepal
- Nicarágua
- Nigéria
- Papua Nova Guiné
- Quirguistão
- República Centro-Africana
- São Tomé e Príncipe
- Seicheles
- Senegal
- Tajiquistão
- Tanzânia
- Togo
- Tonga
- Tunísia
- Turcomenistão
- Tuvalu
- Uganda
- Vanuatu
- Venezuela
- Zâmbia
- Zimbábue
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



