Maduro deve passar por nova audiência nesta quinta-feira (26); entenda
Escuta ocorre após a primeira aparição em tribunal nos Estados Unidos para leitura das acusações feitas pelo país

Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela, e esposa dele, Cilia Flores, devem voltar ao tribunal por volta das 12h (horário de Brasília) desta quinta-feira (26) nos Estados Unidos. Espera-se que Maduro tente derrubar as acusações impostas sobre tráfico de drogas apresentadas na primeira audiência, em Nova York.
No começo do ano, em 3 de janeiro, Maduro compareceu em tribunal para a leitura das acusações feitas a ele pela Justiça dos Estados Unidos. Os crimes descritos passam por possível colaboração com guerrilhas e cartéis para o envio de cocaína aos EUA. Na oportunidade, Maduro se declarou como “prisioneiro de guerra”.
Maduro está preso no Metropolitan Detention Center, penitenciária federal conhecida pelas condições extremas e por abrigar presos famosos, como o criminoso sexual Sean Combs, conhecido como “P Diddy”. O ex-ditador está sozinho em uma cela e não tem acesso a jornais ou internet.
Uma fonte do governo venezuelano relatou à agência France Presse que Maduro tem passado o tempo lendo a Bíblia e que é chamado de "presidente" nos corredores. Ele tem autorização para usar o telefone para falar com familiares e advogados, com limite de 15 minutos por chamada.
Durante a audiência desta quinta-feira, espera-se que Maduro insista na rejeição da denúncia, enquanto os advogados debatem quem arcará com os honorários.
O governo venezuelano tenta efetuar esse pagamento, mas para isso o advogado de Maduro, Barry Pollack, deve obter uma autorização do governo americano.
Pollack alegou ao tribunal que essa exigência de autorização viola o direito constitucional de Maduro à representação legal de sua própria escolha, e exigiu que o caso fosse rejeitado por motivos processuais.
EUA pressionam Venezuela em meio a julgamento
Na primeira audiência judicial, Maduro adotou um tom desafiador e identificou-se como o presidente da Venezuela.
Sob pressão dos Estados Unidos, Delcy Rodríguez enfrenta dificuldades para liderar um país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas cuja economia está em ruínas.
A presidente interina aprovou uma lei de anistia para libertar prisioneiros políticos. Ela também reformou a lei de hidrocarbonetos, em conformidade com as exigências dos Estados Unidos para ter acesso à vasta riqueza venezuelana em petróleo e gás.
Neste mês, os Estados Unidos restabeleceram os laços diplomáticos com a Venezuela, sinalizando um degelo após uma ruptura de sete anos.
(Sob supervisão de Alex Araújo)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.



