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Justiça dos EUA nega prisão domiciliar à esposa de Maduro, que alega problemas cardíacos

Cilia Flores, de 69 anos, está presa em Nova York, nos Estados Unidos, e afirma precisar de procedimento médico no coração; juiz considerou o risco de fuga em negativa à liberdade condicional proposta

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Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro.
Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro. • Reprodução | Prensa Presidencial VE

A Justiça dos Estados Unidos negou nesta quinta-feira (08) o pedido de liberdade sob fiança e prisão domiciliar de Cilia Flores, esposa do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. A defesa da ex-primeira dama havia argumentado que ela enfrenta problemas cardíacos e precisava deixar o presídio onde está detida, no Brooklyn, em Nova York, para receber tratamento médico.

Cilia Flores, que está prestes a completar 70 anos, está presa desde janeiro de 2026, quando foi capturada junto com Maduro durante uma operação militar americana em Caracas, capital da Venezuela, e levada aos Estados Unidos. Os dois respondem a acusações criminais em Nova York e aguardam julgamento, que está previsto para acontecer em junho de 2027.

O pedido da defesa foi apresentado há pouco mais de uma semana, na quarta-feira (30), com base no estado de saúde da ex-primeira-dama. Segundo informações apresentadas pelos advogados, ela sofre de problemas cardíacos que exigem investigação e possível intervenção médica. Médicos do sistema prisional teriam recomendado a realização de um cateterismo cardíaco para avaliar a condição e definir o tratamento adequado.

Problemas no coração

Segundo o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, Cilia Flores tem um problema cardíaco considerado delicado. Ele afirmou à AFP que ela sofre de um prolapso cardíaco, condição que, em casos mais graves, pode comprometer o funcionamento do coração.

A defesa também relatou que Flores passou a apresentar problemas de pressão arterial depois da prisão. Ela faz uso de medicamentos e, segundo os advogados, precisa de acompanhamento especializado.

Informações apresentadas pela defesa também apontam perda de peso e outros problemas de saúde durante o período de encarceramento. Os advogados sustentaram que o ambiente prisional não seria adequado para a recuperação após um eventual procedimento cardíaco.

Além disso, Flores teria apresentado problemas respiratórios após um episódio envolvendo spray de pimenta utilizado por agentes penitenciários para controlar uma briga entre as detentas. Segundo o filho, ela também é asmática.

Por que o pedido foi negado?

Ao analisar o pedido, o juiz federal Alvin Hellerstein considerou que havia risco de fuga e avaliou que as evidências contra Cilia Flores eram fortes. A Promotoria também havia se manifestado contra a liberação, classificando a ré como um risco elevado de fuga e para a comunidade.

O juiz também levou em consideração a avaliação de que Flores poderia receber atendimento médico enquanto permanece detida. Segundo informações apresentadas no processo, ela chegou a se recusar a realizar o cateterismo dentro da prisão, o que também pesou na decisão.

Com a decisão, Cilia Flores continuará no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York, enquanto aguarda o andamento do processo. Maduro e a esposa são acusados, entre outros crimes, de envolvimento com tráfico de drogas e armas. Os dois negam as acusações.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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